A CULPA É DO POLÍTICO QUE ROUBOU O DINHEIRO DA EDUCAÇÃO E NÃO DO POLICIAL QUE MATOU MEU FILHO

A CULPA É DO POLÍTICO QUE ROUBOU O DINHEIRO DA EDUCAÇÃO E NÃO DO POLICIAL QUE MATOU MEU FILHO.
Esta mãe não culpa a PM pela morte do filho. Vale conferir seu depoimento.

 

A CULPA É DO POLÍTICO QUE ROUBOU O DINHEIRO DA EDUCAÇÃO E NÃO DO POLICIAL QUE MATOU MEU FILHO.Esta mãe não culpa a PM pela morte do filho. Vale conferir seu depoimento.

Posted by Joice Hasselmann on Friday, May 18, 2018

 

GILMAR QUER SOLTAR TODOS OS PRESOS DE BRETAS? MENINO BIRRENTO!!!

GILMAR (o ministro indicado por FHC) QUER SOLTAR TODOS OS PRESOS DE BRETAS? MENINO BIRRENTO!!!
Mendes estendeu os efeitos do habeas corpus de Milton Lyra a outros quatro investigados da Operação Rizoma.
Marcelo Sereno, Adeilson Telles, Ricardo Rodrigues (Gordo) e Carlos Alberto Valadares Pereira (Gandola) foram para casa.

Duas leis em tramitação podem centralizar a educação brasileira sob moldes marxistas

A centralização de todas as políticas educacionais do país pode estar prestes a acontecer, em uma manobra legislativa que, na prática, levará educação brasileira a um sistema ditatorial. Para esclarecer como isso está acontecendo, o professor Jayme Dutra irá proferir uma palestra gratuita nesta quarta-feira, 23 de maio, no Colégio Roberto Silveira, em Bom Jesus de Itabapoana (RJ).

revista estudos nacionais

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Duas leis complementares, em tramitação no Congresso Nacional, visam a regular esse Sistema Nacional de Educação (SNE): a primeira é a Lei nº 15/2011, que estabelece dez critérios para que o governo Federal repasse os recursos aos municípios que os cumprirem. Isso significa o completo controle pedagógico de cada ente federativo, e até de cada escola. Três anos depois, veio o PLP 413/2014, que iria regularizar o SNE, com o propósito de construir um quarto poder a partir do Conselho Nacional de Educação, que assumirá completamente o papel normativo da educação sem previsão de homologação por parte do Ministro da Educação e, futuramente, teria seus membros indicados não mais por representantes do povo, como o Presidente ou o Congresso, mas por entidades não governamentais de esquerda. Além disso, a pauta principal do Conselho, ademais, não seria mais feita pelo MEC, mas pelo Fórum Nacional de Educação, que na prática, seria quem legislaria sobre Educação.

Segundo Dutra, pedagogos marxistas estão tentando, desde os anos 80, criar um sistema único que centralize a educação em um único órgão responsável por estabelecer toda a pedagogia em detalhes para a nação inteira. Isso significa que nenhuma entidade federativa, como estados e municípios, poderá legislar sobre seus programas educacionais, com exceção de detalhes locais com menor relevância. “Desse modo, sorrateiramente, ao longo dessas 3 décadas, esses pedagogos procuraram criar uma legislação que permitisse a existência desse Sistema Nacional de Educação (ou Sistema Único de Educação)”, explica o professor Jayme Dutra.

“O plano educacional dos marxistas é de que o Estado controle toda educação do país, de modo que não haja espaço não só para o ensino privado, como também para sistemas educacionais estaduais e municipais públicos, que seriam, na prática, totalmente controlados pelo governo por meio do novo Conselho Nacional de Educação, reformulado pelo PLP 413”, alerta. “Como dizia Dermeval Saviani – A luta pela escola pública é a luta pelo socialismo, e assim, ao tirar a educação totalmente do controle das famílias, o Estado estabeleceria toda a educação para as pessoas, e o modo pelo qual fariam isso, seria através de leis, como está na Emenda 53/2006: Art. 23”, diz o professor.

A palestra vai se realizar nesta quarta, 23, às 20h, no Colégio Roberto Silveira, em Bom Jesus de Itabapoana (RJ). A palestra será disponibilizada online posteriormente.

O Santíssimo Nome de Maria e a vitória contra os turcos em Viena

Luis Dufaur

Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs

A festa do Santíssimo Nome de Maria foi instituída pelo Bem-aventurado Papa Inocêncio XI em lembrança da insigne vitória contra os turcos em Viena, no século XVII.

Foi a famosa vitória de João Sobieski, rei da Polônia, obtida com ajudas milagrosas.

É comemorada o dia 12 de setembro.

Dom Guéranger no L’Anné Liturgique cita Santo Alberto Magno, professor de São Tomás de Aquino, sobre os vários sentidos do nome de Maria.

O nome de Maria, ensina Santo Alberto, o Grande, tem quatro sentidos.

Ele significa Iluminação, Estrela do Mar, Mar Amargo, Senhora.

A variedade de sentidos distintos no nome de Maria está ligada à peculiaridade da língua hebraica em que uma mesma palavra pode ter dois sentidos, ora afins, ora bastante diversos.

Enquanto iluminadora, Ela é a Virgem Imaculada.

A sombra do pecado jamais maculou o Santíssimo Nome de Maria.

A mulher revestida de Sol, aquela cuja gloriosa vida iluminou toda a Igreja, aquela enfim, que deu ao mundo a verdadeira luz, a luz da vida.

Nossa Senhora é a verdadeira luz.

A luz ilumina por natureza, é enquanto tal que Nossa Senhora recebeu o nome de Maria.

A vida dEla iluminou toda a Igreja Católica e, enfim,

Ela deu ao mundo a única luz verdadeira que é Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ela é a Virgem Imaculada, sem mancha, é uma alma luminosa, sem nenhuma forma de pecado.

Ela é a mulher revestida de Sol que São João viu como diz no Apocalipse, e cujos vestidos brilhavam como o Sol.

Ainda se pode dizer que Nossa Senhora para nós é uma luz no sentido especial da palavra, que é a esperança, nossa alegria, a solução para todos os casos.

Portanto, uma luz que brilha nas trevas e vence as trevas.

Enquanto Estrela do Mar, a liturgia saúda Nossa Senhora num hino tão poético que é o “Ave Maris Stella”.

A Estrela do Mar é a Estrela Polar, a mais brilhante, mais alta das estrelas.

Ela saúda-A com este belo nome na antífona do Advento no tempo do Natal: “Alma Redemptoris Mater”, ó doce Mãe do Redentor.

Igreja do Santíssimo Nome de Maria, Roma
Igreja do Santíssimo Nome de Maria, Roma

“Senhora” no sentido hebraico não se aplica a uma mulher comum, mas àquela que tem certa distinção, relevo, respeitabilidade especial, no sentido antigo da dona que era proprietária de escravos.

Isto lembra a perfeita devoção a Nossa Senhora ensinada por São Luís Grignion de Montfort.

Quer dizer, a da consagração à Mãe de Deus por meio de uma sagrada escravidão, em virtude da qual nós nos tornamos escravos de amor dEla.

Pronunciando o nome de Maria, Nosso Senhor e a Igreja saúdam Nossa Senhora como aquela que nos possui, e ao mesmo tempo é nossa Mãe.

Como aquela que nos ama particularmente porque somos escravos d’Ela por amor, e porque sendo escravos nos tornamos arqui-filhos dEla.

Este é o título mais grato para nós reverenciarmos Nossa Senhora para aqueles que se deram a Ela seguindo a fórmula da Consagração ditada por São Luís Grignion de Montfort.

No Nome Santíssimo Nome de Maria contido então, a idéia d’Ela enquanto Proprietária, Dona e a Senhora dos seus escravos de amor, que são seus arqui-filhos.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 12.9.66. Sem revisão do autor.)

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Os Últimos Jedi, ou como o engajamento ideológico está destruindo o cinema

Quando Star Wars estrou em 1977, poucos acreditavam no seu sucesso. Era uma fantasia escrita por um jovem diretor com um orçamento bastante limitado, contando com atores desconhecidos no elenco. O projeto havia sido recusado por vários estúdios antes de ser aceito pela 20th Century Fox.

Contra todas as chances, o filme foi um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos, criando um verdadeiro mito moderno. E o que explica tal sucesso? Exatamente o estudo dos mitos. George Lucas havia estudado Joseph Campbell e o seu “Herói de Mil Faces”, a obra que demonstra a conexão entre os diversos mitos que surgiram na história humana, especialmente a “Saga do Herói”, o roteiro básico de qualquer estória: o sujeito que é chamado, usualmente em tempos de crise, para uma aventura ao desconhecido onde correndo riscos mortais vai em busca de meios para combater a corrupção e restabelecer a ordem na sociedade. Dentro desse mito fundador há dezenas de outros, como a dualidade bem/mal, masculino/feminino, pai/filho e o ciclo de criação e destruição.

Mesmo com sérias deficiências técnicas, a trilogia de George Lucas foi um sucesso retumbante porque ele toca profundamente a alma, pois na tela do cinema se passa a história de todos nós, replicada nas pequenas interações do dia a dia e também nas grandes sagas humanas.

Toda grande arte tem essa característica de identificação de uma verdade profunda e apresentação da mesma, mesmo que a estória apresentada não tenha acontecido. De uma certa maneira, ela é mais verdadeira que uma estória “real”, pois ela aconteceu milhões de vezes e continuará acontecendo ad infinitum.

O oposto à busca pela essência é a identificação que a essência é negativa e precisa ser destruída, o que de certa forma representa exatamente o mal. Toda cultura pós-moderna é baseada nessa premissa: o mundo é injusto e não tem conserto. Ele precisa ser destruído e recriado. Exatamente por conta disso a arte virou a representação da inveja e do ressentimento, perdendo a sua beleza.

O cinema talvez apresente o maior nível de degradação, pois a sua expressão é mais direta. A partir do momento que diretores e roteiristas buscam apresentar na tela um panfleto ideológico ao invés de reproduzir uma meta realidade, não temos mais arte, mas propaganda. E mesmo para os partidários ideológicos da peça, há um vazio na experiência, pois se identificar com uma mensagem ideológica pode ser gratificante, mas não carrega nem uma fração de ser tocado por uma Verdade.

Os pós-modernistas afirmarão que nós mesmos construímos a “verdade”, mas a experiência mostra o quanto tais tentativas de construção de estruturas sociais distantes da nossa natureza podem ser catastróficas.

A destruição da sociedade por meio dos pós-modernistas, que também podem ser chamados de neo-marxistas, passa pela afirmação categórica que a estrutura social vigente é corrupta e injusta. A representação de tal estrutura seria o ‘patriarcado branco”, com sua cultura “opressiva”, “imperialista”, “racista”, “mosógina”, “elitista”, “capitalista” e “preconceituosa”, derivada da tradição judaico-cristã, uma das bases da Civilização Ocidental, em conjunto com a cultura greco-romana e com elementos do Iluminismo.

A revolta contra a própria existência é o motor do pós-modernismo. A inveja e o ressentimento são os seus combustíveis, desencadeando uma série de processos mentais que justificam praticamente qualquer crime, pois tudo é feito em nome da Utopia: a sociedade perfeita, igualitária, permeada pelo amor e pela bonança repartida entre todos, sem nenhuma hierarquia. É tal visão utópica que é comparada à realidade existente hoje, onde se chega a conclusão que vivemos num mundo marcado pela opressão.

Agora, se você comparar o “patriarcado” atual com todas as sociedades que o ser humano já construiu, verá que vivemos com mais conforto e liberdade do que em qualquer outra época. A pobreza sempre foi a realidade humana absoluta, assim como a escravidão e a falta de liberdade e direitos individuais. O valor cristão que mudou completamente a história foi a percepção que cada indivíduo representa uma centelha divina e portando conta com direitos naturais, como o direito à vida, à propriedade e à liberdade e a organização social deve garantir tais direitos. Os modelos políticos derivados desses valores possibilitaram o surgimento de sistemas que geraram melhor qualidade de vida para todos, especialmente para aqueles que se encontram na base da hierarquia de competência. A escravidão foi aos poucos sendo restrita de forma voluntária pela primeira vez na história, assim como houve gradualmente a garantia dos mesmos direitos entre homens e mulheres e a abertura da oportunidade do indivíduo poder alcançar uma condição de vida melhor através de trabalho duro e oferta de algo valioso para a sociedade, enquanto os mal-intencionados eram punidos. Os líderes passaram a ter que contribuir para a sociedade ou poderiam ser substituídos e punidos. Ser conservador não significa ser contra qualquer mudança, mas sim perceber o longo processo de acumulação de conhecimento ao longo da história e utilizá-lo na hora de buscar mudanças, com muito cuidado e sem impor mudanças através da concentração de poder.

Na visão pós-moderna, não é o indivíduo a principal célula da sociedade, mas sim o grupo que o indivíduo faz parte. A sociedade seria uma estrutura opressiva, onde os grupos no poder exploram os demais. Caberia então a tais grupos a necessidade de se organizar para tomar o poder e acabar com a opressão. Assim, você passa a ser definido pelo seu sexo, pela sua religião, pela cor de pele e pela sua posição na hierarquia social e pelo seu comportamento sexual, entre outros atributos. E por definição o poder concentrado será exercido de forma violenta, pois a própria violência é necessária para lidar com aqueles que não querem “perder privilégios”.

Em tal visão, as mulheres são exploradas pelos homens, os homossexuais pelos heterossexuais, os pobres pelos ricos, os negros pelos brancos e assim por diante. Para cada um desses grupos, há uma infinidade de subgrupos, cada um brigando pelo título de mais oprimido, o que daria mais legitimidade para alcançar e manter o poder. Qualquer que seja o grupo oprimido, o opressor é claramente visualizado: o macho heterossexual, especialmente o heterossexual cristão ou judeu que tenha uma condição financeira melhor. Esse é o inimigo da humanidade, cujo único ato possível de contrição seria o engajamento ao pós-modernismo.

Tais elementos podem muito bem ser observados no filme “Os Últimos Jedis”. Se você não quiser ler nenhum spoiler, sugiro parar por aqui. Estando avisado, sigamos em frente.

O grande personagem da peça é Luke Skywalker, o herói da clássica saga. Ele que foi em busca da aventura para resgatar a República, destruída pela busca do poder absoluto do seu pai, Darth Vader, o mais icônico vilão da história do cinema. Luke é encontrado pela nova candidata a heroína, Rey, que vai em busca de conhecimento e ajuda. Ela encontra um Luke amargo e resignado à sua falha em treinar o seu sobrinho, que acabou virando o novo grande vilão, Kylo Ren. Luke está convencido que o melhor a se fazer é simplesmente acabar com a Ordem Jedi. A contragosto, resolve dar alguns ensinamentos à Rey, quando percebe que ela tem muito potencial, o que o assusta. Ele se nega a partir com ela para a luta pela Resistência, que está prestes a ser destruída pela Primeira Ordem, herdeira maligna do Império.

Luke chega ao ponto de queimar, com a ajuda do espírito do seu velho mestre, Yoda, os livros fundadores da Ordem Jedi e a árvore onde eles são guardados. Yoda chega a dizer que Rey não tem nada a aprender ali, ela já saberia tudo que precisa. Seriam apenas “velhos livros”. Mais, Yoda afirma que ela precisa aprender pelos erros de Luke, pela sua fraqueza!

A mensagem é clara. Luke, o representante do “patriarcado”, falhou pela sua insensibilidade e agressividade excessiva, quando pensou em matar Kylo ao perceber a ameaça que ele representava. Rey, uma mulher, acredita na bondade de Kylo e saberá liderar com mais “amor”. Mais, é revelado que ela não tem nenhuma relação de sangue com os outros personagens, quebrando a regra apresentada em todos os outros filmes da série, onde as habilidades Jedi seriam aparentemente uma característica genética.

Mas implodir todas as tradições é exatamente o objetivo do filme. Estudar a tradição Jedi, treinar por anos, ter que trabalhar duro para ser Mestre, isso é coisa do passado. A millennial Rey já sabe de tudo e está “empoderada” pela sua condição de mulher pobre oprimida.

Ao final, o representante do “patriarcado”, Luke, se redime dos seus pecados ao enfrentar o vilão Kylo para permitir a fuga da Resistência, liderada pela sua Irmã e agora por Rey, esgotando todas as suas forças e morrendo, dando espaço para a nova anti-mitologia pós-moderna da série Star Wars.

Ainda há tempo para o epílogo, onde a estória serve de inspiração para uma nova geração continuar o processo de “destruição das coisas velhas” e criação de um novo mundo “mais justo”.

PS: Alguns leitores chamaram a minha atenção para o fato que ao final do filme, aparece numa gaveta os livros sagrados da Ordem Jedi numa gaveta da Millennial Falcon. Ou seja, nem tudo está perdido! Também acredito que mais detalhes sobre a linhagem de Rey serão revelados na sequência. Veremos se J.J Abrams consegue salvar a série do atoleiro ideológico onde se meteu. There is a New Hope.

O “pentecostes” comunista e a falsa “unidade dos cristãos”.

Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.
A Liturgia da Palavra de hoje me faz pensar um pouco mais [1]. Ela me dá a oportunidade de retomar a tal “oração pela unidade cristã”, com a qual me deparei no Santuário da Piedade, em Barbacena (MG).
Leio o Evangelho, que nos apresenta a oração do próprio Cristo: “Pai Santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, PARA QUE ELES SEJAM UM ASSIM COMO NÓS SOMOS UM. Quando eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que me deste. Eu guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura” […] “Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” […] “CONSAGRA-OS NA VERDADE; a tua palavra é verdade. Como tu me enviaste ao mundo, assim também eu os enviei ao mundo. EU ME CONSAGRO POR ELES, A FIM DE QUE ELES TAMBÉM SEJAM CONSAGRADOS NA VERDADE” (Jo. 17, 11b-19).
Jesus reza e pede ao Seu Pai por “eles” – pela Sua Igreja, a única e verdadeira Igreja: a Santa Igreja Católica, consagrada pela Verdade, pois foi Ele mesmo que A fundou (Mt. 16, 18); Ele, o Cristo, que é Deus, e que é não só o Caminho e a Vida, mas a própria Verdade (Jo. 14, 6). Jesus reza pela unidade desta Igreja, já que “extra Ecclesiam nulla sallus” – “fora da Igreja não há salvação”. E é por isso mesmo que a Santíssima Virgem Maria pediu em Fátima a “conversão dos pecadores”, incluindo os hereges e cismáticos, para que eles se salvem na Igreja Triunfante.
O Cristo pede ao Seu Pai: “que os guardes do Maligno”. Pede, porque é o diabo aquele que divide (“diabolos”, “diabulum”), aquele que seduz com o afastamento da única e verdadeira Igreja, que cria as suas próprias “igrejas” e, travestido muitas vezes de anjo de luz (2Cor. 11, 14), e na imitação da Igreja de Cristo, sugere que são todas elas legítimas e verdadeiras.
A oração de Cristo deixa à mostra a farsa da “oração pela unidade cristã”, pois só existe unidade na Verdade da única Igreja de Cristo, na Santa Igreja Católica. Como é possível rezar pela unidade com um conjunto de seitas que se contradizem e quando a própria oração é proposta por “conselhos” – o CONIC e o Conselho Mundial de igrejas – que estão comprometidos – não com a Verdade e nem com a salvação – mas com um esquema criminoso de poder comunista? Como é possível rezar por uma unidade na mentira?
Mentira que chega a constranger e contaminar pessoas honestas e de bom coração que, na defesa dessa “união”, acabam considerando – como eu mesmo ouvi – que ela é semelhante à harmonia entre a Santíssima Trindade. Ora, como se fosse possível o Pai, o Filho e o Espírito Santo pregarem coisas não só distintas, mas contrárias e contraditórias, chegando inclusive à rejeição e ao insulto contra a Santíssima Virgem Maria – e mesma assim permanecer uma tal “trindade” ainda em “harmonia”.
Pergunto novamente: como é possível rezar por uma unidade na mentira? Bom, todos sabem quem é o príncipe deste mundo: o pai da mentira. E é por isso que Jesus reza e pede ao Seu Pai Santo para que nos guarde – para que guarde a Sua Santa Igreja Católica do Maligno. Jesus, que não fez apenas uma oração, “Cristo amou a Igreja, e por ela se entregou a si mesmo, para a santificar” (Ef. 5, 21-33). Para santificá-La na Verdade, enquanto na paróquia – e em tantas outras igrejas – se pede uma oração para rebaixá-La na mentira.
É preciso falar um pouco mais sobre a tal “oração pela unidade cristã”, sobre a iniciativa promovida pelas seitas reunidas no CONIC e no Conselho Mundial de igrejas, e com a qual continuo me deparando diariamente na Paróquia Santuário da Piedade, em Barbacena (MG).
Dê uma olhadinha nas imagens. Trata-se do livro da “Novena de Pentecostes pela unidade dos cristãos”, publicado pela Arquidiocese de Mariana. No site oficial da Arquidiocese, o responsável por comentar a proposta da publicação é ninguém mais ninguém menos que José Antônio Oliveira – o comunista “apóstolo” da Teologia da Libertação, famoso por ofender e insultar a Santíssima Virgem Maria [2].
Note o que é no mínimo “curioso”. Sim, é verdade, não tenho uma referência no material nem um documento assinado que comprove a autoria. Contudo, no “sexto dia” da novena pela suposta “unidade dos cristãos”, há uma denúncia caricaturizada e ofensiva contra os “escravos de Maria” (cf. imagem). Uma denúncia semelhante à que o próprio José Antônio recentemente fez, “compartilhando” um artigo nas redes sociais com o título “Catolicismo mofado” [3]. José Antônio, que fez parte da equipe de redação do texto da novena de 2017, que “comemorava” os 500 anos da reforma protestante – isto é, que celebrava a heresia e o cisma [4].
Mas, seja lá quem for o autor do trecho citado da novena deste ano de 2018, certo é que se trata de forma inegável de um insulto escabroso contra os que se consagram, que consagram toda a sua vida à Santíssima Virgem – chamados por São Luís Maria Grignion de Monfort exatamente de “escravos de Maria”. Por isso, é importante recordar a lição do próprio santo, uma lição que demonstra não só o caráter perverso da passagem citada da novena, mas que deixa à mostra a falsidade e a mentira dessa “oração pela unidade dos cristãos”, que ataca não só os seus “escravos”, mas a própria Mãe de Deus e Mãe da única e verdadeira Igreja de Cristo: a Santa Igreja Católica. Leia:

“Como na geração ‘natural’ e ‘corporal’ há um pai e uma mãe, assim também na geração SOBRENATURAL e ESPIRITUAL há um PAI, que é Deus, e uma MÃE, que é MARIA. Todos os verdadeiros filhos de Deus e predestinados têm a Deus por pai e a Maria por mãe; E QUEM A NÃO TEM POR MÃE, NÃO TEM DEUS POR PAI. Eis porque os RÉPROBOS, como os HERÉTICOS, os CISMÁTICOS etc., QUE ODEIAM OU OLHAM COM DESPREZO OU COM INDIFERENÇA A SANTÍSSIMA VIRGEM, NÃO TÊM DEUS POR PAI, ainda que disto se gloriem, PORQUE NÃO TÊM MARIA POR MÃE. Pois se a tivessem por mãe, honra-la-iam e ama-la-iam como um verdadeiro e bom filho ama e honra naturalmente sua mãe, QUE LHE DEU A VIDA.

“O SINAL MAIS INFALÍVEL e INDUBITÁVEL para distinguir um HERÉTICO, um HOMEM DE MÁ DOUTRINA, um RÉPROBO de um PREDESTINADO, é que O HERÉTICO E O RÉPROBO NÃO TÊM SENÃO DESPREZO OU INDIFERENÇA PELA SANTÍSSIMA VIRGEM. Com suas palavras e exemplos, ABERTAMENTE ou ÀS OCULTAS, ESFORÇAM-SE POR LHE DIMINUIR O CULTO E O AMOR, e isso por vezes SOB BELOS PRETEXTOS. Ah! Deus Pai não disse a Maria para habitar com eles, porque são Esaús”. […]

“DEVEMOS ser de JESUS CRISTO e servi-lo, não só como mercenários, mas como ESCRAVOS amorosos. Estes, por efeito de um grande amor, entregam-se e dão-se ao seu serviço, na qualidade de escravos, só pela HONRA de lhe pertencer. ANTES DO BATISMO ÉRAMOS ESCRAVOS DO DEMÔNIO. TORNOU-NOS O BATISMO ESCRAVOS DE JESUS CRISTO (Rm 6, 22). PORTANTO, OS CRISTÃOS TÊM DE SER ESCRAVOS OU DO DEMÔNIO OU DE JESUS CRISTO”. […] “O que digo de modo absoluto a respeito de Jesus Cristo, digo-o relativamente da SANTÍSSIMA VIRGEM. Jesus Cristo escolheu-a por companheira indissolúvel da sua vida, da sua morte, da sua glória e poder no Céu e na Terra” […] “Deste modo, segundo este ensinamento, TÊM AMBOS OS MESMOS SÚDITOS, SERVOS E ESCRAVOS, VISTO QUE OS DOIS NÃO TÊM SENÃO UMA SÓ VONTADE E UM SÓ PODER”. […]

“Deus constituiu não somente uma inimizade, mas ‘INIMIZADES’, não apenas entre Maria e o demônio, mas também ENTRE A DESCENDÊNCIA DA VIRGEM SANTA E A DE SATANÁS. Isto quer dizer que DEUS ESTABELECEU INIMIZADES, ANTIPATIAS E ÓDIOS SECRETOS ENTRE OS VERDADEIROS FILHOS E SERVOS DA SANTÍSSIMA VIRGEM E OS FILHOS E ESCRAVOS DO DEMÔNIO: eles não se amam, nem têm qualquer correspondência interior uns com os outros. Os filhos de Belial (Dt. 13, 13), os escravos de Satanás, os amigos do mundo (não há diferença), até hoje perseguiram sempre, e perseguirão mais do que nunca, aqueles que pertencem à Santíssima Virgem, como outrora Caim perseguiu seu irmão Abel, e Esaú perseguiu Jacó, figuras dos réprobos e dos predestinados. MAS A HUMILDADE DE MARIA ALCANÇARÁ SEMPRE A VITÓRIA SOBRE ESTE ORGULHOSO, e essa vitória será tão grande que chegará a esborrachar-lhe a cabeça, onde reside o seu orgulho. Ela descobrirá sempre a sua malícia de serpente, e porá a descoberto as suas tramas infernais. Dissipará os seus conselhos e protegerá, até o fim dos tempos, os Seus servos fiéis contra aquelas garras cruéis”.

“Mas o poder de Maria sobre todos os demônios brilhará particularmente nos últimos tempos, em que Satanás armará ciladas contra o seu calcanhar, ou seja, CONTRA OS HUMILDES ESCRAVOS E POBRES FILHOS, QUE ELA SUSCITARÁ PARA LHE FAZER GUERRA. ELES SERÃO PEQUENOS E POBRES NA OPINIÃO DO MUNDO, HUMILHADOS PERANTE TODOS, CALCADOS E PERSEGUIDOS COMO O CALCANHAR O É EM RELAÇÃO AOS OUTROS MEMBROS DO CORPO. Mas, EM TROCA, SERÃO RICOS DA GRAÇA DE DEUS, QUE MARIA LHES DISTRIBUIRÁ ABUNDANTEMENTE. Serão grandes e de elevada santidade diante de Deus, e superiores a toda criatura pelo seu zelo ardente. Estarão tão fortemente apoiados no socorro divino que ESMAGARÃO, COM A HUMILDADE DE SEU CALCANHAR E EM UNIÃO COM MARIA, A CABEÇA DO DEMÔNIO, FAZENDO TRIUNFAR JESUS CRISTO” [5].

Retomo aqui a tal “oração pela unidade cristã”, proposta pelas seitas reunidas no CONIC e no Conselho Mundial de igrejas. Enumero algumas breves considerações:
Os entusiastas paroquianos estão invocando Pentecostes para legitimar a falsa “unidade dos cristãos”. Contudo, no Cenáculo – na unção do Espírito Santo – estavam presentes somente os apóstolos da única Igreja “apostólica”. Lucas atesta uma presença especial, que revela a farsa da “unidade” que hoje se prega: a presença de “Maria, mãe de Jesus” (At. 1, 14). A Santíssima Virgem Maria, Mãe de Jesus, de Deus, e Mãe da única e verdadeira Igreja fundada por Seu Filho e ungida pelo Espírito Santo: a Santa Igreja Católica. Nossa Senhora, desprezada – e muitas vezes com polidez e até com um aparente respeito – por todas as seitas “cristãs” com as quais se reivindica uma “unidade”.
O recurso à oração sacerdotal de Jesus para legitimar a tal “unidade dos cristãos” é evidentemente descabido. Ora, quando Cristo a pronunciou não existiam as seitas chamadas “cristãs”, mas apenas a Sua Igreja, fundada sobre o primado de Pedro (Mt. 16, 18). Portanto, é óbvio que Jesus reza pela unidade da Sua Santa Igreja Católica. E reza também por aqueles que “vão acreditar em mim por meio da palavra deles” (Jo. 17, 20) – ou seja, por aqueles que serão convertidos. Pois só há unidade na Verdade, e não na mentira, na divergência e na contradição da multiplicidade de seitas, na encenação que conserva a heresia e o cisma, a fraude e até o desprezo para com a Santíssima Virgem Maria – tudo sob o véu da “tolerância” e do “respeito”.
Os que não cedem à proposta escabrosa da “unidade dos cristãos” são acusados de promover a “divisão”. Sim, eu mesmo ouvi isso. Ora, tal discurso constrange os mais desavisados a cederem a uma fraude, e é capaz de inocular na consciência deles um peso devido à sua negativa. Por isso, talvez fosse justo e honesto que os entusiastas e pregadores da “unidade” colocassem para o discernimento dos católicos: […] “quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus” / “Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada. Eu vim trazer a DIVISÃO entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra, E OS INIMIGOS DO HOMEM SERÃO AS PESSOAS DE SUA PRÓPRIA CASA” (Mt. 10, 32-36). Essa passagem me parece significativa para o católico que assiste dentro de sua própria Casa a pregação de uma falsa “unidade cristã” – para o católico que está disposto a dar o testemunho de que a sua é a única e verdadeira Igreja de Cristo.        
Uma liçãozinha de catecismo do Papa São Pio X para os que estão pregando entusiasmados nas paróquias a falsa “unidade dos cristãos” proposta pelo CONIC e pelo Conselho Mundial de igrejas [1].

. Como se pode distinguir A IGREJA DE JESUS CRISTO de tantas sociedades e SEITAS fundadas pelos homens e que se dizem cristãs?– Pode-se distinguir A VERDADEIRA IGREJA DE JESUS CRISTO de tantas sociedades ou SEITAS fundadas pelos homens e que se dizem cristãs por quatro notas características. ELA É UNA, SANTA, CATÓLICA e APOSTÓLICA.

. Não poderia haver mais de uma Igreja?
– NÃO PODE HAVER MAIS DE UMA IGREJA, porque, ASSIM COMO HÁ UM SÓ DEUS, UMA SÓ FÉ E UM SÓ BATISMO, assim também NÃO HÁ NEM PODE HAVER SENÃO UMA SÓ IGREJA VERDADEIRA.

. Pode alguém salvar-se fora da Igreja Católica, Apostólica, Romana?– NÃO. FORA DA IGREJA CATÓLICA, APOSTÓLICA, ROMANA NINGUÉM PODE SALVAR-SE, como ninguém pôde salvar-se do dilúvio fora da arca de Noé, que era figura desta Igreja.

. Somos obrigados a acreditar em todas as verdades que a Igreja ensina?– SIM, SOMOS OBRIGADO A ACREDITAR EM TODAS AS VERDADES QUE A IGREJA NOS ENSINA, e Jesus Cristo declarou que QUEM NÃO CRÊ JÁ ESTÁ CONDENADO.

. Somos também obrigados a fazer tudo o que a Igreja manda?– SIM, SOMOS OBRIGADOS A FAZER TUDO O QUE A IGREJA MANDA, porque Jesus Cristo disse aos Pastores da Igreja: “Quem vos ouve, a Mim me ouve, e quem vos despreza, a Mim me despreza”.

. A Igreja Católica é então infalível?
– SIM, a Igreja Católica é infalível. Por isso AQUELES QUE REJEITAM AS SUAS DEFINIÇÕES PERDEM A FÉ, E TORNAM-SE HEREGES.

. Há outros deveres dos católicos para com a Igreja?– TODO E QUALQUER CRISTÃO DEVE TER PARA COM A IGREJA UM AMOR ILIMITADO, considerar-se feliz e infinitamente honrado por pertencer a Ela e EMPENHAR-SE PELA GLÓRIA E AUMENTO D’ELA POR TODOS OS MEIOS AO SEU ALCANCE.

in Catecismo Maior de São Pio X, nn. 154; 156; 172; 173; 175; 178.
Os pregadores paroquianos da falsa “unidade dos cristãos” proposta pelo CONIC e pelo Conselho Mundial de igrejas pretendem agora legitimá-la propagandeando uma “união” para realizar “obras”, obras de caridade. Uma justificativa fundada no mero ativismo é por si só grotesca, e ela pressupõe a omissão da verdade de que a Santa Igreja Católica é a única e verdadeira Igreja de Cristo [1]. Por isso, é importante recordar a lição do Papa Bento XVI:

[…] “Estou ciente dos desvios e esvaziamentos de sentido que a caridade não cessa de enfrentar com o risco, daí resultante, de ser mal-entendida” […] “Daqui a necessidade de conjugar a caridade com a VERDADE, não só na direção assinalada por S. Paulo da ‘veritas in caritate’ (Ef. 4, 15), mas também na direção inversa e complementar da ‘caritas in veritate’” […] “SÓ NA VERDADE É QUE A CARIDADE REFULGE E PODE SER AUTENTICAMENTE VIVIDA. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade. Esta luz é SIMULTANEAMENTE A LUZ DA RAZÃO E A DA FÉ” […] SEM VERDADE, A CARIDADE CAI NO SENTIMENTALISMO. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa CULTURA SEM VERDADE; acaba prisioneiro das emoções e opiniões contingentes dos indivíduos, uma palavra abusada e adulterada chegando a significar o oposto do que é realmente. A VERDADE LIBERTA A CARIDADE DOS ESTRANGULAMENTOS DO EMOTIVISMO” […] “No actual contexto social e cultural, em que aparece generalizada a TENDÊNCIA DE RELATIVIZAR A VERDADE, viver a caridade na verdade leva a compreender que a adesão aos valores do cristianismo é um elemento útil e mesmo indispensável para a construção duma boa sociedade e dum verdadeiro desenvolvimento humano integral. UM CRISTIANISMO DE CARIDADE SEM VERDADE PODE SER FACILMENTE CONFUNDIDO COM UMA RESERVA DE BONS SENTIMENTOS, ÚTEIS PARA A CONVIVÊNCIA SOCIAL, MAS MARGINAIS”. […] “Sem verdade, cai-se numa visão empirista e céptica da vida, incapaz de se elevar acima da acção porque não está interessada em identificar os valores – às vezes nem sequer os significados – pelos quais julgá-la e orientá-la. A fidelidade ao homem exige A FIDELIDADE À VERDADE, a única que é garantia de liberdade (cf. Jo. 8, 32) e da possibilidade dum desenvolvimento humano integral. É por isso que a Igreja a procura, ANUNCIA INCANSAVELMENTE e reconhece em todo o lado onde a mesma se apresente. PARA A IGREJA, ESTA MISSÃO AO SERVIÇO DA VERDADE É IRRENUNCIÁVEL”.

BENTO XVI.
REFERÊNCIAS.
[5]. in “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria”, nn. 30; 73; 54.

EUA restaura II Frota face aos temores inspirados pela “nova-URSS”

Desde o USS George H. W. Bush, o almirante Richardson anunciou a restauração da II Frota.
Desde o USS George H. W. Bush, o almirante Richardson
anunciou a restauração da II Frota.
Luis Dufaur

Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs

O Pentágono ordenou reativar a Segunda Frota, a poderosa força naval com que a Marinha americana sulcava o Atlântico Norte durante a Guerra Fria para se precaver de um ataque surpresa soviético, informou “La Nación” de Buenos Aires.

A decisão é mais um sinal da escalada na tensão entre o Ocidente e a “nova-URSS” no momento que Vladimir Putin se faz eleger, como largamente previsto, para mais um período na presidência russa se avizinhando aos recordes de José Stalin ditador na histórica URSS.

A decisão também atende a inquietação da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aliança militar concebida para por limites à intensificação da presença militar russa no oceano que é a carótida de Ocidente.

“Voltamos numa era em que a segurança se torna mais desafiadora e complexa”, disse o almirante John Richardson, chefe de operações da Armada americana, desde o porta-aviões nuclear USS George H. W. Bush (CVN-77) o mais moderno da classe Nimitz, em Norfolk, Virgina, onde funciona a grande base naval que será o quartel da II Frota.

“Contamos hoje com a Segunda Frota para enfrentar os desafios, especialmente no Atlântico Norte”, acrescentou o almirante.

Dita Frota ficou fora de operações em 2011 conservando um pessoal simbólico de 15 pessoas.

O secretário de Defesa americano Jim Mattis anunciou em janeiro (2018) a nova estratégia de defesa nacional, visando as “crescentes ameaças” da China e da Rússia, por ele acusadas de “querer criar um mundo novo de acordo com seu modelo autoritário”.

Há meses constantes intrusões de bombardeiros estratégicos e submarinos nucleares russos, perto das praias dos países bálticos, no Atlântico Norte e no Ártico provocam os países livres, enquanto Moscou perora espalhafatosamente a modernização de novos dispositivos nucleares de ataque.

O presidente Donald Trump se aproxima a Vladimir Putin, porém já enfrentou Rússia, sem fechar os problemas com clareza, em questões como a guerra na Síria, sua ingerência na Ucrânia e a anexação da Península da Crimeia.

O dançado Trump-Putin continua enquanto os prosélitos russos usam armas químicas.
O dançado Trump-Putin continua enquanto os prosélitos russos usam armas químicas.

As relações recíprocas se deterioraram e ficam cada vez mais confusas enquanto se confirma a intervenção russa nas eleições que elegeram Trump em 2016, o envenenamento de um ex-espião russo protegido por imunidade numa localidade inglesa, e o apoio incondicional do Kremlin ao ditador socialista sírio Bashar al-Assad, após esse ter apelado a armas químicas contra civis.

A OTAN também criará dois novos comandos conjuntos para a nova área baseados um na Alemanha e outro em Norfolk.

Durante seis décadas, a II Frota dos EUA vigiou uma área de 17.000.000 km2 para se precaver de um ataque da marinha soviética previsível pela costa atlântica desde o Caribe até o Ártico.

Engajou perto de 126 navios e 4.500 aviões. Teve atividade destacada na crise dos misseis em Cuba, em outubro de 1961. Nessa ocasião o mundo beirou a hecatombe nuclear.

Também procedeu à invasão da ilha caribenha de Granada, em 1983, durante o governo de Ronald Reagan, eriçando o furor das esquerdas latino-americanas e mundiais.

Templos demolidos, túmulos violados no “país que melhor aplica a doutrina social da Igreja”!

Proibir as cruzes e estreitar as mãos da Ostpolitik vaticana.
Luis Dufaur

Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs

As cruzes da catedral do Sagrado Coração de Jesus de Shangqiu, China, foram removidas pelo governo local. Foi a primeira igreja católica da província de Henan vítima dessa violência.

As autoridades voltaram para instalar outras muito menores e em muito menor número, noticiou a agência UCANews.

Agentes dos comitês comunistas de rua e de bairro que espionam e controlam os cidadãos exigiram remover as cruzes.

“Os comissários impusera que a Cruz mais elevada da catedral fosse removida, mas os responsáveis da igreja discordaram” narrou uma fonte que não quis ter o nome divulgado.

Todas as tentativas de uma moderação da exigência foram inúteis e o governo apelou a máquinas para a demolição.

Além da catedral foram alvejadas uma pequena e velha capela e uma torre. Ao todo foram removidas 10 cruzes, seis das quais da catedral e três da capelinha.

Os fiéis compareceram na catedral e ficaram rezando do lado de fora.

Denúncias pela violência foram apresentadas em órgãos do Partido Comunista. Esse, temeroso de reações populares parece ter ordenado reerguer a metade das cruzes da catedral e uma da capela. O maior cruzeiro de seis metros foi substituído por outro de três metros.

Cruz da catedral de Shangqiu arrancada pela perseguição socialista.
Cruz da catedral de Shangqiu arrancada pela perseguição socialista.

O Pe. João disse que a exação foi brutal e contrária as leis escritas em matéria religiosa.

Um católico que trabalha no Partido Comunista local reconheceu que a catedral está em situação legal e que a remoção foi ilegal, se mostrando surpreso pelo fato de as cruzes originais não serem repostas.

Os incidentes contra o catolicismo se estão multiplicando na província de Henan.

Também o governo está afixando cartazes nas portas das igrejas proibindo o ingresso de crianças e jovens.

O Pe. João sublinhou que não só o Henan está sendo alvejado, mas desde que o presidente Xi Jinping abaixou as novas normas ditatoriais “incidentes como esse estão acontecendo em todo o país”.

“A Igreja católica da província de Henan, China central, está sendo violentamente perseguida! Rezem por ela!”: era a mensagem que chegava desde diversas partes do país, acompanhada de uma lista de episódios de violência antirreligiosa verificados nas últimas semanas, registrou a agência AsiaNews.

A lápide e o túmulo de Mons. Li Hongye foram profanados e destruídos. Mons Li (1920-2011). Ele governou a diocese de Luoyang legitimamente e padeceu décadas em campos de trabalho forçado ou prisão domiciliar.

Os fiéis acreditam o frenesi sacrílego contra o túmulo se deve à presença de signos episcopais gravados sobre a lápide funerária.

Na mesma diocese foi inteiramente demolida a igreja de Hutuo, distrito de Xicun, Gongyi.

A violência mais sórdida foi aplicada em Zhengzhou. Representantes do governo irromperam na missa pascal, no domingo 1° de abril, sequestrando todas as crianças e menores de idade.

A nova lei de Xi Jinping proíbe dar educação religiosa aos menores de 18 anos. Desde então, todos os domingos há funcionários estatais nas portas das igrejas para impedir o ingresso dos menores.

Essa perseguição começou em Henan, na Mongólia interior e em Xinjiang onde a comunidade católica é pequena minoria.

A aplicação das novas leis está ocorrendo a modo de teste das resistências e dos métodos para sufoca-las.

Quando o sinistro treino for considerado suficiente virão os assaltos nas regiões onde os católicos representam uma percentagem importante da população, como em Hebei e Shanxi.

O túmulo profanado do bispo de Luoyang
O túmulo profanado do bispo de Luoyang

No Henan a quase totalidade da Igreja resiste ao socialismo – é “subterrânea” – e nas suas 10 dioceses – salvo a de Anyang – não há bispos submissos ao governo.

A diocese de Luoyang está sem bispo, mas a Santa Sé não nomeia sucessor contentando ao regime. Pequim se assanha contra a Igreja não oficial, especialmente a que está sem pastor.

Segundo um sacerdote local, o socialismo tenta atemorizar sobre tudo aos que querem se converter, tentando deter o potente surto religioso na região.

Na diocese de Zhengzhou, além da mencionada invasão da missa de Domingo de Pascoa, nas paroquias de Shuanghuaishu, Jiayu e Youfang, a polícia sequestrou os livros de oração, de cânticos e bíblias.

Na diocese de Shangqiu, os esbirros comunistas ameaçam os fiéis de impedir que seus filhos possam ir à escola e que tirarão a aposentadoria dos católicos anciões.

Eles vão de porta em porta dizendo que os desobedientes serão expulsos dos empregos públicos e residências estatais.

Na entrada principal da igreja de Qixian, diocese de Kaifeng, afixaram cartazes proibindo “pregar a menores nos locais de atividade religiosa”.

O mesmo acontece na diocese de Anyang. O jardim de infantes da igreja de Weihui foi clausurado pela força, numa noite em que membros do governo jogaram os bancos das crianças para fora e selaram as portes.

Todos os objetos sacros das igrejas de Xincun e Gaoqiangying foram sequestrados pelas tropas de segurança.

A casa da igreja em Huaxian também foi clausurada e o cruzeiro que coroava a igreja de Xincun foi destruído.

Policiais impedem missa pela violência em Heilongjiang
Policiais impedem missa pela violência em Heilongjiang

Na diocese de Puyang houve igrejas demolidas e os presidentes dos conselhos paroquiais foram obrigados a denunciar os dados (nomes, RG, local de trabalho, moradia, etc.) dos membros das comunidades.

Nas dioceses de Xinxiang, o governo mandou demolir a cruz da igreja de Xishang norte, roubou as bíblias das crianças e os livros da igreja e sequestrou a documentação financeira da igreja.

Um vídeo rapidamente retirado de circulação exibiu policiais invadindo um local “clandestino” onde se celebrava a Missa do Domingo Pasqual na província de Heilongjiang, nordeste da China, segundo informou o “Catholic Herald” do Reino Unido.

O local foi saqueado e os esbirros tentaram prender o pároco e o líder leigo da comunidade. As autoridades socialistas comemoraram ter “impedido com sucesso a atividade religiosa de um sacerdote católico ‘subterrâneo’”.

A publicação inglesa rememorou a perseguicao que sofriam simultaneamente os bispos Vicente Guo Xijin, de Mindong, e Pedro Shao Zhumin de Wenzhou, que foram feitos prisioneiros para lhes impedir celebrar os ofícios quaresmais, enquanto os agentes do governo dialogavam com os enviados do vaticano para destitui-los.

O acordo procurado pelos delegados vaticanos e marxistas chineses vem sendo fortemente criticado nos ambientes sinceramente católicos.

Isto no país e no momento em que Mons. Marcelo Sánchez Sorondo, Chanceler da Pontifícia Academia das Ciências e da Academia Pontifícia das Ciências Sociais, conhecido como conselheiro próximo do Santo Padre, defende que:

“Neste momento, os que melhor praticam a doutrina social da Igreja são os chineses […]. Os chineses procuram o bem comum, subordinam as coisas ao bem geral“, “La Stampa” de Turim do dia 2 de fevereiro 2018.

Demolição de uma Cruz em Henan

A vida de um católico perseguido na China

Onze brasileiros presos, acusados de montarem célula do Estado Islâmico (ISIS)

Por que eles querem nos fazer mal, se o Brasil não participar de guerra, nem no Oriente Médio e nem em lugar nenhum?

É comum pessoas justificarem o terrorismo islâmico dizendo coisas do tipo … “eles estão se vingando da guerra nos seus países.” … mas, e o Brasil, cujo governo inclusive vem votando em favor dos palestinos na ONU? Vingarem-se do que?

O que precisa ser lembrado é que a jihad é uma obrigação de todo muçulmano, segue as ordens the Alá no Alcorão, é regulamentada na lei islâmica (Sharia) e advogada por todas as escolas de jurisprudência islâmica!

09:05 : “Quando os meses sagrados tiverem terminado, mate os idólatras onde quer que você os encontre, e os capture e os confine, e fique à espreita deles em cada local de emboscada.”

09:29 : “Combata aqueles que não crêem em Alá.”

9:123 : “Ó crentes, lute contra os incrédulos que estão perto de vocês; e deixe-os encontrar em você uma dureza; e saiba que Alá está com os tementes.”

47:4 : “Quando você se encontrar com os incrédulos, golpeie os seus pescoços.”

MPF denuncia 11 brasileiros acusados de promover Estado Islâmico

Otávio Augusto, Correio Braziliense.

postado em 17/05/2018 13:37 / atualizado em 17/05/2018 16:30

Segundo a denúncia, um dos gerenciadores é de Caldas Novas, distante 310 km de Brasília. Duas pessoas estão presas preventivamente

Onze brasileiros foram denunciados pela Procuradoria da República em Goiás (PR-GO) acusados de fazerem parte de uma organização criminosa que promove o grupo terrorista Estado Islâmico no Brasil. Eles são apontados como resposáveis por tentar recrutar pessoas para articular atentados e criar uma célula de promoção das ideias jihadistas (forma de terrorismo religioso) no país. Segundo a denúncia, um dos gerenciadores é morador de Caldas Novas (GO), município situado a 310km de Brasília. Duas pessoas estão presas preventivamente. 

A denúncia se baseia em conversas em que os participantes trocavam materiais extremistas. As investigações começaram em novembro de 2016, após a Guarda Civil Espanhola avisar autoridades brasileiras sobre a existência dos grupos de mensagem com números do Brasil. Na denúncia, alguns deles, em depoimento à polícia, confessaram que faziam contato com simpatizantes do Estado Islâmico que moravam na Turquia, Síria, Líbia e até no Brasil.

Umas das conversas sugere uma ação no Rio de Janeiro inspirada no ataque à Ponte de Londres, em 2017, quando três terroristas do Estado Islâmico atropelaram e esfaquearam pedestres na capital britânica, matando oito pessoas e ferindo 48. Outra hipótese era um ataque durante carnaval de Salvador. 

Os onze são também acusados de corrupção de menores por tentarem aliciar um menor de idade para participar do grupo criminoso.

Leia a notícia toda no Correio Braziliense.

Esta notícia fez manchete ao redor do mundo …

5 Fake News publicadas por um checador de fatos

Quem vai checar os checadores quando eles praticam fake news?

Embora o Facebook tenha anunciado recentemente, aos seus usuários, sobre a parceria de checagem de notícias entre Facebook e checadores de fatos no Brasil, a parceria entre a rede de checadores e credenciamento dos checadores Agência Pública, Aos Fatos e Lupa junto à Poynter já estava estabelecida há mais tempo, conforme destacou a reportagem de capa na edição de março da Revista Estudos Nacionais. Essas agências já checaram, portanto, muitas noticias e fatos ocorridos no Brasil, classificando alguns como fake news. Ocorre, porém, que quando o próprio site decide informar a sociedade, comete deslizes graves que também podem ser considerados fake news. O fato é que ninguém parece digno de classificá-los dessa forma, por enquanto, pois apresentam-se como um verdadeiro ministério da verdade.

Atualização de 21/05/2018: a Agência Pública é cadastrada como Fact-checking junto a IFCN da Poynter (rede internacional de fact-checking), contudo, segundo o Facebook e a Pública, ela não está oficialmente trabalhando na classificação de postagens da rede social. A checagem de fatos ocorre, mas restrita ao site da Agência Pública, não afetando diretamente, no momento, relevância, propagação ou penalizando postagens e páginas no Facebook.

É o caso da Agência Pública, da qual analisamos os dados apresentados em alguns de seus artigos, especificamente sobre a tema “aborto”.

“250 mil internações para tratamento de complicações pós abortamento por ano”

Concluímos que o dado apresentado acima contém fake-news: números incorretos

O artigo de informação, que trata especificamente de abortos clandestinos, traz esse número sem qualquer ressalva ou explicação. O objetivo do artigo foi demonstrar a insegurança dos abortos ilegais, no Brasil, usando para isso os dados de todo tipo de internações hospitalares por curetagem. Ocorre que, como todos sabem, nem toda internação para curetagem decorre de abortos ilegais, mas compreende uma grande gama de situações e ocorrências, como aborto espontâneo, acidental e até pós-partos (retirada de placenta). Importante saber que os hospitais não informam o motivo da curetagem, deixando os dados imprecisos.

Segundo o DATASUS, desde 2004 o número total de curetagens tem sido inferior a 250 mil. Contudo, mesmo se tivessem usado o número de curetagens feitas em 2012, que foi de 208.051, isso ainda pode ser chamado de fake news. Para falarmos apenas sobre abortos provocados clandestinamente, que seria o objetivo da matéria, seria preciso subtrair os “abortos legais” e curetagens por outros motivos, que representam um número substancial.

Em 2012, foram 1.625 “abortos legais” e segundo estimativas, algo entre 144 a 181 mil abortos espontâneos (PNDS 2006; PNDS 2012; Lucena 2007 ou Carneiro 2009 – alguns desses estudos são de pesquisadores com orientação pró-aborto – fonte insuspeita). Estudos menores e mais antigos já defenderam percentuais menores para o aborto espontâneo. Mesmo se usássemos tais pesquisas, teríamos que considerar algo entre 90 a 67 mil abortos espontâneos (Fonseca et. al. 1996; Costa e Vessey 1993; Singh e Wulf 1994). Com isso, o número de internações em consequência de abortos ilegais mais provável, ficaria na ordem de 24 a 59 mil. Ou, usando parâmetros mais questionáveis, 119 mil. Seria impossível que esse número chegasse aos 250 mil informados pela matéria da Agência Pública.

A informação da Agência Pública não só está incorreta, como pode estar superestimada em mais de 10 vezes.

“em 2015, houve 1.664 relatos de mulheres que morreram após buscarem socorro em hospitais por complicações relacionadas ao aborto”

Atualização 18/05 – 19h30:

A afirmação acima foi feita pela Agência Pública em um artigo que se propôs a demonstrar informações incorretas em um projeto de lei. A cifra de óbitos maternos utilizada, de 1.664 óbitos, é na verdade, praticamente o número total de óbitos maternos no ano de 2015 por todas as causas de morte materna. Segundo o Datasus, em 2015 ocorreram 1.738 óbitos maternos por conta de todo o tipo de complicação em gestações e até 42 dias após o parto. As complicações que mais produziram óbitos foram pressão alta na gestação, eclampsia, hemorragia pós-parto, embolia, anormalidade na contração uterina, e outras. O site da Pública informa que obteve tal informação de matéria do site O Estado de São Paulo. Ocorre porém, que diante da matéria do Estado de São Paulo, o Deputado Diego Garcia fez um questionamento ao Ministério da Saúde e o próprio ministério esclareceu a questão, formalizando o fato de que a informação da matéria do Estado de São Paulo estava incorreta. Ocorreram 55 óbitos em 2014, incluindo os óbitos por abortos espontâneos (curiosamente o Ministério da Saúde incluiu os óbitos maternos por aborto espontâneo no relatório).

A mortalidade materna ocorrida em 2015, segundo o Datasus, foi de 53 óbitos. Vale destacar que a OMS classifica o Brasil como Tipo A, em qualidade de estatísticas vitais, onde avaliam a qualidade desse sistema do SUS e do registramento civil de óbitos e nascimentos. O Ministério da Saúde possui comitês de óbitos maternos que investigam todos os óbitos maternos no Brasil, conferindo grande credibilidade dados dados. (leia mais em Falácia dos números).

Portanto, ao fazer uma checagem de fatos, a Agência Pública usou dados incorretos.

É digno de nota que no item que a Agência Pública apresentou essa informação incorreta o veículo buscava refutar apontamentos de diversos estudos citados no PL 1.465/2013, que indicam maior incidência de partos prematuros em gestações subsequentes ao aborto, esterilidade, perfuração uterina e outras complicações inerentes aos processos de aborto, mesmo feitos em situação de legalidade. A análise do fato se restringiu a dizer que a Deputada não apresentou o estudo e a obter a opinião de um médico brasileiro, que confirmou que tais efeitos colaterais ocorrem, porém considerou-os como raros. Com isso, a Agência Pública classificou o fato como “Exagerado”, destacando que a Deputada “não está errada”. A análise da Pública, neste item, termina com essa informação incorreta sobre mortes maternas no Brasil.

“31% das mulheres grávidas no Brasil fazem aborto”.

O dado apresentado no artigo contém fake-news: números enganosos

Em artigo de informação, e não de checagem de fatos, a Agência Pública conversou com o ex-cônsul-geral dos EUA, Patrick Duddy. Na matéria, o ex-cônsul teria dito que “31% das mulheres grávidas no Brasil fazem aborto”.

No mesmo artigo, A Agência Pública citou o PNA 2016, destacando que metade das mulheres que abortam precisam ser internadas. Contudo, o próprio PNA 2016, de autoria da ativista Débora Diniz, apresenta número muito menor, quase a metade do percentual citado na matéria da Pública, que extrapola números citados pelos próprios ativistas pró-aborto. No PNA 2016, da Anis Bioética, foi estimado que, no máximo 16% das gestações terminariam em aborto.

Ainda assim, o PNA 2016 foi falacioso ao não separar abortos espontâneos dos provocados. Como sugerem outros pesquisadores, isso pode ter gerado uma super-estimativa. Conforme levantamos no livro Precisamos Falar sobre Aborto (Estudos Nacionais, 2018), o número mais provável de gestações que terminam em aborto clandestinos, no Brasil, é de cerca de 3 a 5 % das gravidezes. Ou seja, são relevantes os estudos que contrariam os números usados na matéria, divergência científica que deveria ter sido ressaltada pelo veículo.

Mas, afinal, de onde o ex-cônsul tirou esses 31%? 

Trata-se da metodologia AGI (Alan Guttmacher Institute), criada pela entidade que apoia movimentos pró-legalização, e cujas estimativas de percentuais altíssimos sobre o abortos contém graves erros metodológicos. Nesse método de estimativas, os autores usaram dados e referências das décadas de 1970 e 80, o que contribuiu para os equívocos e superestimativas. O tema foi analisado em detalhes em artigo de nosso site, meses atrás.

Uruguai: “O número de interrupções de gravidez passou de 33 mil por ano para 4 mil”

O dado apresentado no artigo de informação, contém fake-news: números enganosos.

O ‘artigo de informação’ (não de checagem de fatos), publicado na APública, intitulado “Um milhão de mulheres“, quer sustentar a ideia de que a legalização do aborto, no Uruguai, fez reduzir a incidência desses procedimentos no país. Mas para isso, usa a controversa estimativa de 33 mil ao ano, elaborada por ativistas em números completamente superestimados. Esses dados diferem bastante dos números oficiais de abortos a partir da legalização no Uruguai, divulgados pelo governo demonstram que desde o primeiro ano de legalização a incidência de aborto legal cresceu 35%. A estimativa dos ativistas, de 33 mil abortos ao ano, pode ser comparada com a superestimativa da metodologia AGI, do Instituto Guttmacher, que é recorrente fonte de informações da Agência Pública.

No Brasil, o método do AGI estima 1 milhão de abortos clandestinos, enquanto o relatório da Pesquisa Nacional do Aborto (PNA), de 2016, estima 500 mil. Estudos não financiados pela indústria do aborto estimam algo na ordem de 100 mil abortos ao ano.

A técnica de superestimativas de abortos clandestinos antes de ocorrer a legalização remonta da década de 1970 e foi confessada pelo ex-ativista pró-aborto Bernard Nathanson, no livro Aborting America, onde informou que anos após a legalização, os ativistas mentiam sobre números de abortos clandestinos estimados. Nathanson afirma que a técnica atual é a mesma. No Distrito Federal do México, como destacou a pesquisa acadêmica de Dr. Elard Koch et. al (2012), estudos de pesquisadores pró-aborto apontavam que ocorriam clandestinamente em torno de 180 mil abortos ao ano. No primeiro ano da legalização, o número de abortos foi de 10 mil. Imaginar que isso tenha sido uma mudança de comportamento é surreal. Tratava-se de uma superestimativa, simplesmente usada como arma na militância.

“67,4% das mulheres grávidas em decorrência de estupro em 2011 não tiveram acesso ao serviço de aborto legal.”

O dado, em artigo de informação, contém conclusão imprecisa com intenção falaciosa.

A conclusão do enunciado é impossível de ser provada e por isso é apresentada de maneira falaciosa. O erro aqui é bastante óbvio: a estimativa de 67% inclui provavelmente as mulheres que não abortaram porque não desejavam abortar. Caso contrário, como essa afirmação poderia ser comprovada?

O máximo que a matéria conseguiu fazer foi produzir uma “sensação de confirmação” ao juntar algumas declarações de militantes do aborto simplesmente afirmando que muitas mulheres que ‘não tiveram acesso’ teriam realizado abortos clandestinos, se o tivessem. Com isso, leva o leitor a concluir que o dado apresentado é perfeitamente coerente e comprovado.

Não foi feita qualquer menção ao fato de que uma parcela significativa das mulheres grávidas em decorrência de estupro não abortaram simplesmente porque não desejavam abortar, o que foi incluído no número das que “não tiveram acesso”. 

Em diversos países onde o aborto é legalizado, o percentual de abortos decorrentes de estupro é pequeno: na Austrália 1%; no Uruguai, 0,01% em 2016; em Portugal, 0,4% em 2016, confirmando que há um percentual significativo de estupros que resultam em gestação e não são abortadas, mesmo nos países com aborto legal sob qualquer motivo. Sobram relatos e informações e questionamentos de vítimas de estupro que engravidaram e não sentem-se bem ao ver grupos pró-aborto usarem de suas histórias como artifício na luta pelas alterações legais e expansão do acesso ao aborto. Portanto, o fato de que “67,4% das mulheres não tiveram acesso ao aborto legal” não é capaz de sustentar a firmação de que haja um problema generalizado de falta de acesso ao aborto. A própria Agência Pública, em outros casos, sabe aplicar seu selo “Impossível provar” quando faz análises de fake news. Este selo certamente se aplica ao seu próprio conteúdo neste caso.


Considerações finais

Existem muitas outras declarações sobre o tema que estão presentes no conteúdo diário do site da Agência Pública, merecendo acurado serviço de checagem de suas matérias. São tantos os exemplos que seria tarefa impossível apontar e explicar todas as falhas, visto que não temos uma estrutura corporativa de checagem dos checadores de fatos, financiada por grandes fundações. Por vezes são informações incorretas, imprecisas, outras vezes afirmações dúbias que induzem leitores ao erro. Em se tratando da questão do aborto, pesquisei o suficiente sobre o tema para questionar e apresentar fatos e estudos sólidos para contrapor. Mas diante de tantas informações incorretas neste assunto, surge a pergunta: qual o grau de inverdades publicadas por esses veículos, auto-intitulados Checadores de Notícias (Fact-Checking) quando tratam de outros temas?  Seria necessário o precioso tempo de especialistas de cada assunto, ou de ávidos pesquisadores, para que isso fosse evidenciado em nome da maior transparência jornalística.
Seria necessária uma estrutura de checagem para os checadores? Afinal, sem isso não estaríamos diante da realização da ficção de George Orwell, no livro 1984, quando imaginou a existência de um “ministério da verdade”? Não há dúvidas de que vivemos a era da pós-verdade, que é outro nome para guerra da informação.