Lei de Execução Penal: Moro critica projeto na Câmara

O ex-juiz federal Sergio Moro, que será o ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro, criticou ontem (26), em conversa com a imprensa, a possibilidade de votação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei nº 9.054/2017, que promove alterações na Lei de Execução Penal (LEP). A matéria foi aprovada pelo Senado no ano passado e tem como origem um anteprojeto elaborado por uma comissão de juristas coordenada pelo ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Sidnei Beneti.

Para Moro, algumas medidas previstas no projeto são “problemáticas”. Ele defendeu, em conversa com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que a matéria seja analisada apenas na próxima legislatura, a partir do ano que vem, para que o governo eleito também possa se posicionar.

Tem a previsão [no projeto] que um preso que cometa falta grave, que seja um crime doloso dentro do presídio, a punição dele ficaria dependendo de sentença, o que pode levar anos. Um medida que me parece não muito razoável. Além disso, também há a previsão de que a superlotação dos presídios, que é um fato lamentável, geraria o direito do preso de antecipar a progressão de regime. O problema é que isso pode colocar em liberdade criminosos da mais variadas espécies antes deles terem cumprido um tempo minimamente razoável das penas. Eu não penso que resolve-se o problema da criminalidade simplesmente soltando os criminosos, aí a sociedade acaba ficando refém dessa atividade criminal e me parece que a mensagem dada pela população brasileiras nas eleições não foi exatamente essa“, disse o futuro ministro.

Problemas crônicos

Entre os objetivos do PL 9.054/2017, está o combate a problemas crônicos do sistema penitenciário, como a grande quantidade de presos encarcerados, incluindo os provisórios, a falta de vagas em todos os regimes de cumprimento de pena (aberto, semiaberto e fechado) e a baixa proporção de presos que trabalham ou estudam. Em 2016, havia 726,7 mil presos para 368 mil vagas em todo o país.

Segundo a proposta, os presídios não poderão ter presos em número superior à sua capacidade. Os condenados serão alojados em celas com capacidade para até oito pessoas, contendo dormitório, aparelho sanitário e lavatório. Quando houver superlotação, a corregedoria poderá realizar mutirões para a diminuir a população carcerária. Atualmente, os mutirões são feitos para dar andamento a processos paralisados.

Ainda de acordo com o projeto, o preso poderá ter direito a progressão antecipada de regime – reivindicar o semiaberto ou aberto antes do cumprimento mínimo da pena – quando a unidade prisional estiver superlotada. A antecipação de regime também poderá ser adotada nos crimes sem violência ou grave ameaça à pessoa. Outra medida é a redução de pena para condenado com bom comportamento que cumpre prisão em situação degradante. A pena poderá ser reduzida em um dia a cada sete dias de encarceramento em condições degradantes.

Mudança em sete leis

O projeto não altera apenas a Lei de Execução Penal, mas modifica ainda pontos de outras seis leis: Código de Processo Penal (Decreto-lei 3.689/41), Código Penal (Decreto-lei 2.848/40), Lei dos Crimes Hediondos (Lei 8.072/90), Lei dos Juizados Especiais Criminais (Lei 9.099/95), Lei Antidrogas (Lei 11.343/06) e Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97).

Perguntado se a aprovação do projeto, como está, poderá prejudicar o combate à corrupção, Sergio Moro disse que sim, pois a medida estabelece uma ampla flexibilização no cumprimento de penas. “É uma política de flexibilização, ele liberaliza o sistema penal como um todo e afeta condenações de pena de crimes de corrupção, mas não apenas corrupção, outros crimes também“, disse. O futuro ministro diz que projetos que possam, em alguma medida, flexibilizar cumprimento de penas, devem prever exceções para crimes de colarinho branco, como a corrupção, e citou como exemplo os critérios de concessão de indulto natalino.

Assim como esses indultos natalinos, que têm sido publicados, em particular do último ano, também acho que mereceriam exceções, em relação ao crime de corrupção, considerando a dimensão da atividade de corrupção que foi verificada nos últimos anos“, disse.

Fonte: EBC

Tereza Cristina promete tratamento especial à agricultura familiar

Incorporada ao Ministério da Agricultura a partir de 1º de janeiro de 2019 com a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, a agricultura familiar deve ter tratamento especial. A promessa foi feita hoje (27) pela futura ministra da pasta, Tereza Cristina, que passou a manhã em reuniões no gabinete de transição, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde também está Bolsonaro.

É a coisa do meu coração. Vocês vão ver o espetáculo que este governo vai fazer”, disse ao deixar, no final da manhã, o gabinete de transição no CCBB.

Tereza Cristina já havia confirmado o início de estudos para a incorporação do setor de pesca e as políticas relacionadas à agricultura familiar e reforma agrária ao Ministério da Agricultura. As estruturas estão, atualmente, sob duas secretarias especiais vinculadas diretamente ao Palácio do Planalto, sem status de ministério.

Os estudos encomendados pelo presidente eleito devem estar concluídos nos próximos dias. Paralelamente há conversas com representantes desses setores, como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Um dos assuntos na mesa gira em torno das exigências legais para a unificação dessas áreas.

Fonte: EBC

Confiança do comércio cresce 1,4% de outubro para novembro, diz CNC

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cresceu 1,4% de outubro para novembro. É a maior alta em nove meses.

O indicador atingiu 109,8 pontos em uma escala de zero a 200, o maior patamar para meses de novembro desde 2014.

O crescimento foi puxado principalmente pela confiança maior do empresário em relação ao futuro. A percepção do comércio cresceu 1,8%, puxada por expectativas em relação à economia (2,6%).

As intenções de investimento tiveram alta de 1,7%, com destaque para as contratações de funcionários (2,9%). As condições atuais tiveram alta de apenas 0,3%. O crescimento foi mais moderado devido à queda de 0,4% na confiança em relação à economia, que impediu uma alta maior.

Na comparação com novembro de 2017, a alta do Icec foi de apenas 0,4%. A confiança nas condições atuais teve queda de 2,2% e as expectativas caíram 0,3%. Já as intenções de investimento cresceram 3,6% neste tipo de comparação.

Natal e 2019

A CNC revisou a projeção de vendas calculada para o Natal deste ano e estima que a data movimentará R$ 34,5 bilhões, o que representa um avanço de 2,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. A previsão de contratação de trabalhadores temporários também aumentou de 72,7 mil para 76,5 mil vagas.

Em relação à previsão para 2019, a Confederação estima uma alta de 5,2%. Se confirmada, essa variação seria a maior dos últimos sete anos.

Fonte: EBC

A classe que se humilha cantando vitória

A Globo e a Jovem Pan já reconheceram o poder de influência do professor Olavo. Embora sejam taxativos, agressivos, arrogantes e ignorantes, estão agindo em arrego, eu nunca tinha visto isso antes: desprezar o inimigo que já os venceu.

Isto é o fim da própria hombridade.

Lembro-me do tempo em que um sujeito perdia pro outro e reconhecia respeitosamente o pleito que se dedicou. Até no Pica-pau houve cenas como “se não pode com o inimigo, junte-se a ele“, em tom jocoso, mas realista.

O jornalismo brasileiro está putrificado e seu odor só atrapalha a nossa democracia. Alguém pode, por favor, enterrar essa militância travestida de jornalismo?

Bolsonaro recebe embaixador do Peru, técnicos e ministros da transição

Pela quarta vez em Brasília, desde que foi eleito para a Presidência da República, Jair Bolsonaro recebeu hoje (27) pela manhã o embaixador do Peru, Vicente Rojas. Nas vindas a Brasília, Bolsonaro se reúne com ministros confirmados e técnicos da equipe de transição, e também com os diplomatas estrangeiros. Ele já conversou com os embaixadores dos Estados Unidos, China, Itália, entre outros.

O presidente eleito chegou por volta das 10h no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona o gabinete de transição e não deu declarações. Ele passou a maior parte da manhã se revezando em reuniões com a equipe de técnicos e ministros já confirmados.

Pelo menos nove nomes do primeiro escalão de seu governo tiveram atividades e conversas também no primeiro andar do CCBB: Tereza Cristina (Agricultura), Sergio Moro (Justiça), Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Guedes (Economia), Azevedo e Silva (Defesa), Ernesto Araújo (Itamaraty) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde).

A deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), confirmada para a Agricultura, reuniu-se com Pedro Parente, presidente da BRF e ex-presidente da Petrobras. Não foram divulgados detalhes do encontro.

Os trabalhos da transição estão sob coordenação do ministro extraordinário, Onyx Lorenzoni, confirmado para a Casa Civil.

Bolsonaro volta para o Rio amanhã (28). A expectativa é que ainda esta semana sejam definidos os nomes para os ministérios do Meio Ambiente, de Infraestrutura, do Esporte, de Direitos Humanos, Mulheres, Minorias e Desenvolvimento Social e o de Minas e Energia.

Fonte: EBC

Queda dos abortos nos EUA prova que restrições legais são eficazes mas subnotificação deve ser considerada

O número de abortos disponível nos relatórios caiu em momento em que os EUA têm o maior nível de restrições legais ao aborto desde a década de 1970. Os dados confirmam a lógica de que manter o aborto como crime, na legislação, é eficaz para inibir a prática. Mas falta falar sobre as subnotificações de abortos. É possível que o número real de abortos nos EUA seja na verdade mais de 1,8 milhão tanto em 2014 quanto em 2015, indica estudo.


Com a recente divulgação do número de abortos dos EUA para o ano de 2015, alguns veículos de comunicação vêm utilizando de diversas técnicas, de forma sutil, para induzir o leitor a pensar que o aborto legal estaria sendo eficaz em reduzir o número de abortos.

O aborto foi legalizado nos EUA aos poucos, desde o ano de 1970 e até o ano de 1973, quando tornou-se bastante permissivo em todo o país. Os números cresceram drasticamente e geraram um número absurdo de abortos, um completo holocausto. Desde a década de 1990, apresentam queda. A queda das estatísticas de aborto vem sendo exploradas por militantes pró-aborto para induzir o debate para falácias como “o número de abortos cai após a legalização”, o que chega a ser usado em artigos científicos e em manchetes de grandes veículos, como vimos recentemente na análise de uma Fake News do G1 que trazia o título: “número de abortos cai no mundo puxado por países desenvolvidos com legalização”.

O presente artigo pode ser visto como complemento de nossa checagem sobre tal estudo e o trecho abaixo é parte do rascunho de um livro específico que está sendo produzido, sobre os números de abortos legais e estimativas de abortos clandestinos:


Subnotificação de abortos legais nos Estados Unidos

No estudo do Instituto Guttmacher que subsidiou a matéria do G1 que nos referimos anteriormente (Abortion Worldwide 2017: Uneven Progress and Unequal Access), foi considerada a estatística de 2014 apurada pelo Instituto Guttmacher, em que ocorreria nos EUA 926.200 abortos[1]. A cifra equivale a 14 abortos para cada 1000 mil mulheres em idade fértil. Nesse mesmo ano, o órgão do governo, CDC, divulgou que ocorreriam 652.639 abortos[2].

O próprio CDC (Center for Desease Control and Prevention) destaca que trata-se do número de aborto que foi reportado ao órgão e que existem estados inteiros que não fornecem dados, como é o caso da Califórnia, Maryland e New Hampshire. De 2005 a 2014, além desses três estados, também não forneceu estatística de abortos o estado de Lousiana.

Segundo informa o Instituto Guttmacher, a diferença entre os dados que divulgam e os dados do CDC seria exatamente devido ao tratamento que fazem sobre subnotificações. Contudo, sabemos que é difícil confirmar em dados do Instituto Guttmacher.

Em 2017 o pesquisador Vidhura S. Tennekoon publicou na revista Demographic Research um artigo que pode ser considerada a mais completa análise sobre subnotificação de abortos nos EUA desde a legalização do aborto[3].

O estudo comparou a pesquisa nacional sobre crescimento das famílias dos EUA (NSFG – National Survey of Family Growth), com os dados divulgados pelos institutos oficiais (Guttmacher e CDC), bem como, avaliou todos os trabalhos já desenvolvidos para mensuração da subnotificação de abortos nos EUA e aplicou uma metodologia específica de análise dos dados.

O NSFG parece-nos uma iniciativa similar ao que o Ministério da Saúde fez no PNDS 2013 e 2016, em que foram visitados dezenas de milhares de domicílios em todo o país aplicando-se questionários para diagnóstico demográfico e de saúde. Podemos inferir que o NSFG tem confiabilidade superior ou equivalente ao PNDS 2013 e 2016 do Min. da Saúde no Brasil, e certamente superior a estimativa de abortos clandestinas feita no PNA 2016, que é considerada amplamente no debate sobre aborto no Brasil.

Assim, foi verificado que o número de mulheres que alega ter realizado um aborto induzido é bem superior ao somatório das estatísticas de aborto que vêm sendo divulgadas pelos órgãos oficiais.

O resultado da pesquisa de Tennekoon são assustadores. Ele apurou que o número total de abortos divulgados nos EUA corresponde a 35,3% do total de abortos provocados que de fato ocorrem no país. Considerando os 652.639 abortos do relatório dos CDC relativos a 2014 como 35,3% do total, teríamos 1.848.836 abortos.

Contudo, as ponderações nas mais de 70 páginas do artigo de Tennekoon indicam que o cenário pode ser ainda pior. Ele cita que um estudo publicado em 1992 (Jones e Forrest 1992 citado em Tennekoon 2017) indicava que as estatísticas do Instituto Guttmacher (normalmente maiores do que a do CDC, como vimos), poderiam representar entre 25 a 60% do total de abortos que ocorrem no país.

Outros estudos têm verificado, destaca Tannekoon (2017), desde a década de 1990, que o valor divulgado pelo Guttmacher poderia representar 42 a 47% (Fu et al 1998), podendo chegar a 57-60% do total de abortos induzidos nos diferentes cenários traçados. Esses dados são consistentes com outros estudos (Jones and Kost, 2007), que verificou 47%. Um estudo citado chega a projetar que a estatística divulgada seja apenas 27% do total de abortos (Jagannathan, 2001, citado em Tannekoon 2017), o que indicaria que ocorrem mais de 2 milhões de abortos no país.

Assim, entre os diversos estudos que visaram avaliar a magnitude da subnotificação de abortos nos EUA, destacou o pesquisador, apontam que o valor divulgado pode corresponder a algo entre 25% e 60% do total de abortos que ocorre.

É interessante notar que o estudo do Instituto Guttmacher (Abortion Worldwide 2017: Uneven Progress and Unequal Access) usado pelo G1 para afirmar que o número de abortos cai no mundo puxado por países com legalização, quando tratou dados da Índia, utilizou de estudos acadêmicos para avaliar a subnotificação mas não fez o mesmo com os EUA. Os EUA é um dos que teria puxado a queda de forma significativa, pois teria 13 abortos para cada 1000 mulheres em idade fértil (MIF). Contudo, se fosse ponderado a correção de Taneekoon (2017), teríamos algo próximo de 20 abortos para cada 1000 MIF, o que caminharia no sentido de indicar que ocorrem mais abortos onde a prática é legal do que onde ela é crime, desfazendo outro argumento pró-legalização.

As evidências indicam que, provavelmente, o problema de subnotificação de abortos se intensificou a partir do final da década de 1980 e início de 1990, tornando-se cada vez mais grave. Foi a partir dessa época que os números começam a cair. Contudo, temos elementos para acreditar que de fato ocorreu uma queda real na prática do aborto nos EUA.

Possíveis quedas reais no número de abortos é fruto de trabalho pró-vida

O mesmo estudo do Instituto Guttmacher, ao analisar a queda do número de abortos, atribui tal movimento às leis restritivas ao aborto em esfera estaduais, que têm crescido significativamente. A IPPF e o Instituto Guttmacher, não raro, se opõem às leis restritivas ao acesso ao aborto. Mas não podem negar, a luta pró-vida tem se mostrado eficaz na redução do número de abortos.

Todas as quedas são vistas após aprovações de restrições legais e cortes de fomento ao aborto, como os recentes cortes feitos por Donald Trump. O gráfico abaixo mostra que o cenário hoje é o mais restritivo ao aborto em termos legais, vez que muitos estados tem imposto critérios mais rígidos ao acesso ao aborto.

Ao compararmos o volume de restrições legislativas regionais e a curva de abortos, segundo dados divulgados pelo Instituto Guttmacher, vemos que há uma grande semelhança. Quanto mais restrições legais, menor o número de abortos. Esses dados confirmam a lógica de que manter o aborto como crime, na legislação, é eficaz para inibir a prática.

Como vimos anteriormente, cabe abstrair o patamar de abortos divulgado pelo Institutos Guttmacher e CDC, devido ao grave problema de subnotificação.

Diversos outros eventos explicam a queda do número de abortos a partir da década de 1990 além das leis pró-vida. Em especial o ultrassom e avanços da medicina propiciaram que as pessoas tivessem maior clareza da humanidade do feto.

O primeiro gráfico abaixo, contudo, recortou os dados apenas a partir de 1973, o que pode nos induzir a erros na análise. Em 1973, quando considera-se o aborto legalizado em todo o país, em torno de 20 estados (dos 52 distritos) dos EUA já tinham o aborto legalizado em certa medida. Em alguns estados, as leis eram bastante livres e as pessoas viajavam para o estado vizinho para ter um aborto. Por isso, precisamos sempre analisar a estatística desde 1970, pelo menos. Veja os dois gráficos abaixo.

Quando analisamos o período desde 1970, vemos que o patamar de abortos não oscilou tanto e mesmo com toda a subnotificação existente, ainda é difícil dizer que os números retornaram ao patamar dos primeiros anos pós-legalização, sendo ainda, impossível dizer que estaria no patamar de abortos dos anos anteriores a legalização do aborto. Não obstante, o valor acumulado de abortos supera 60 milhões.


[1] JONES e JERMAN. Abortion Incidence and Service Availability

In the United States, 2014. Perspectives on Sexual and Reproductive Health. Volume 49, Number 1, March 2017.

[2] Jatlaoui et al. 2017. Abortion Surveillance — United States, 2014. Surveillance Summaries / November 24, 2017 / 66(24);1–48

[3] Tennekoon, Vidhura S. Counting unreported abortions: A binomial-thinned zero-inflated Poisson model. Vol 36. Article 2, pages 41-72. 4 Jan 2017. DOI: 10.4054/DemRes.2017.36.2

Um pouco de História: Kruschev e a perseguição aos cristãos

Se você ainda cai na balela de que os frutos do marxismo (e o que pensou o próprio Karl Marx) podem ser associados ao cristianismo, em função do que diz a Teologia da Libertação dentre outros secularismos, é sempre bom observar a História…

Nesse texto, citarei apenas um ponto dentre tantos que podem ser apontados: as posições de Nikita Kruschev em relação ao cristianismo. Muito lembrado por denunciar os crimes de Stalin, pouco é dito que a posição de Nikita foi apenas um jogo político pelo poder, atacando o culto à personalidade, mas mantendo também práticas stalinistas para isso.

A serpente troca de pele para permanecer sempre a mesma.

Para dar prosseguimento ao projeto comunista, Kruschev atacou diretamente todas as crenças religiosas, na URSS e os países satélites dominados pelo comunismo após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Entre os anos de 1959 e 1964, o novo ditador soviético (o nome é esse mesmo), fechou três quartos de todas as Igrejas cristãs na URSS. Um dos estudiosos do comunismo, Michael Bourdeaux, afirma que Kruschev foi um dos maiores perseguidores que a história da cristandade conheceu, nos tempos modernos.

Os que mais sofreram – mais uma vez – foram os camponeses russos, que foram proíbidos de expressar sua fé nas vilas onde residiam. Tudo isso associado às políticas de meta da URSS, que exploravam os trabalhadores e camponeses para forçar resultados “positivos”, como no caso do abate excessivo do gado.

E tudo isso em uma época em que parte do Ocidente achava que a URSS começava a mudar por conta dos crimes de Stalin denunciados por Kruschev. Tudo na URSS era, portanto, uma farsa. Sempre esteve presente a compreensão o ser ontológico puramente materialista e que atacava diretamente qualquer visão transcendente, por esta ser vista como uma ameaça ao projeto comunista.

Sempre foi assim. Sempre será assim.

Se a destruição não vem pelo ataque direto, vai pelo ataque indireto, corrompendo os valores por dentro por meio da infiltração, como é o caso da Teologia da Liberação. É muito simples: marxismo e cristianismo são como água e óleo, ora bolas!

Não por acaso, a Teologia da Libertação é fruto dessa mentalidade revolucionária (como diria o professor Olavo de Carvalho). É que dentro do pensamento marxista, a religião e a teologia fazem parte de uma superestrutura.

Isto está até em Feuerbach (que escreveu A Essência do Cristianismo), que via as religiões apenas como antropologia pura, “sendo uma projeção da divinidade na humanidade”, como bem registra o padre Paulo Ricardo.

Esvazia-se com isso todo o conteúdo transcendente para usar o que sobra da visão religiosa como suporte para o “mundo melhor” das utopias racionalistas que visam construir o “Paraíso na Terra”. Repito: a serpente troca de pele!

As mudanças de estratégia se dão em função dos marxistas (ou marxianos) que vieram depois, como Antonio Gramsci e sua tese sobre o “intelectual orgânico” e a tomada dos “meios culturais”.

Como diria Trotsky, a revolução é permanente…

Aos caríssimos leitores, indico um livro de fundamental importância para entender essa questão do secularismo e sua oposição à Igreja: Teologia da Libertação: um salva-vidas de chumbo de Julio Loredo de Izcue.

Nessa obra, o leitor vai se deparar com uma farta documentação relacionada às origens históricas da Teologia da Libertação e as estratégias utilizadas nesse percurso, bem como sua ligação com o comunismo e seus perseguidores do cristianismo, como o aqui citado Nikita Kruschev.

São válidas ainda leituras como O Livro Negro do Comunismo, os documentos da Igreja Católica, como a encíclica Divini Redemptoris, o Arquipélago Gugalg de Solzhenitsyn, e romances como os de George Orwell. Cito aqui o 1984 e A Revolução dos Bichos.

O missionário britânico David H. Adeney viu isso de perto na China maoísta. No prefácio de uma de suas obras, escrito por Chung Chi Pang, ele é enfático: “a fé cristã e o comunismo são ideologicamente incompatíveis”. Assim foi na URSS, China, Coréia do Norte etc.

Programa Mais Médicos tem 97,2% das vagas preenchidas

O Ministério da Saúde informou que 97,2% das vagas ofertadas em novo edital do Programa Mais Médicos foram preenchidas. De acordo com a pasta, até as 12h de hoje (26), 8.278 profissionais já estavam alocados em municípios para atuação imediata.

Ainda segundo a pasta, a apresentação dos médicos e a entrega de documentos previstos no edital deve ser feita até 14 de dezembro. Até a última sexta-feira (23), 40 profissionais haviam se apresentado às unidades básicas de saúde.

As inscrições para a nova seleção do programa seguem até 7 de dezembro por meio da página www.maismedicos.gov.br. O site, de acordo com o ministério, está estável. Podem participar profissionais formados no Brasil ou com diploma estrangeiro revalidado.

O edital é a medida emergencial adotada pelo governo brasileiro para garantir a assistência em locais que contam com profissionais de Cuba, após o comunicado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no qual o governo cubano informa que encerrou a cooperação no Programa Mais Médicos”, informou a pasta.

Levantamento

Um levantamento divulgado hoje pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que, entre 2013 e 2018, o número de médicos no país cresceu 21%. “O Brasil possui médicos ativos, com registro nos conselhos regionais de medicina, em número absoluto suficiente para atender às necessidades da população e, inclusive, para ocupar vagas abertas no Programa Mais Médicos”, diz a entidade.

De acordo com o CFM, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, no mesmo período, o país ganhou mais 7.462.186 habitantes, passando de 201.032.714 para 208.494.900. “Fica evidente que o percentual de crescimento da população médica foi 5,4 vezes maior do que o de crescimento da população em geral, nesse intervalo de tempo, que ficou em 3,7%”.

Ainda segundo o levantamento, com o aumento registrado na população médica, também subiu a razão de profissionais por grupo de mil habitantes no Brasil, que passou de 1,93 (2013) para 2,24 (2018). A variação aproximou o indicador nacional de países como Coréia do Sul (2,2), México (2,3), Japão (2,4) e Polônia (2,5).

Fonte: EBC