Casuísmos “getulísticos” na legislação

Quem pensa que o divórcio foi instituído apenas em 1977, em Lei promulgada pelo presidente luterano General Ernesto Geisel; ao projeto do senador fluminense Nelson Carneiro – que sete anos depois da aprovação da lei se beneficiaria dela ao se casar pela terceira vez – engana-se. Já nos idos da ditadura Vargas houve o divórcio no Brasil.

A Sra. Isabel Fernandes Modesto Leal, neta e herdeira do Conde Modesto Leal – de família muito próxima ao ditador Vargas, era casada e se apaixonou por um administrador de fazenda de Barra do Piraí (RJ). Sendo casada, pediu ao amigo presidente que resolvesse a demanda, já que o divórcio era proibido no Brasil. Vargas então decretou o divórcio por uma semana.

Nesse interim foi protocolada a petição da Sra. Isabel Modesto Leal, numa segunda-feira, quando já havia sido encaminhado à imprensa oficial o texto do decreto “Isabel”. A Igreja Católica se rebelou e o ardiloso ditador disse que foi um erro do secretário particular e assinou um novo decreto revogando o anterior.

E assim a Sra. Isabel foi o primeiro divórcio da velha República.

O famoso jornalista e político Assis Chateaubriand, então com 41 anos, também teve uma paixão avassaladora. Neste caso, por uma menina de 15 anos chamada Corita. E, como fruto dessa relação, em 1934, nasceu a Terezoca.

Como Corita e o poderoso político não estavam casados, a criança foi registrada apenas com o sobrenome materno, uma vez que Chateaubriand já era casado.

Comprovada posteriormente a infidelidade da concubina, o jornalista travou uma intensa luta judicial pela guarda da filha predileta, tendo o apoio do renomado jurista Nelson Hungria, então juiz titular da 4ª Vara de Órfãos e Sucessões do Rio de Janeiro. O Juiz, até, abrigou a menina em sua própria casa até que a demanda fosse resolvida.

Havia ainda um óbice legal à época, já que a legislação previa no artigo 16 do Decreto-Lei 3.200 que “o pátrio poder será exercido por quem primeiro reconheceu o filho, salvo destituição nos casos previstos em lei”.

Mas do que adiantaria destituir a mãe do poder familiar, se o pai não registrou a criança?

Recorrendo ao amigo Getúlio Vargas, foi publicado no Diário Oficial da União de 24 de setembro de 1942, o Decreto-lei 4737, cujo artigo 1º assim dispunha:

“Art. 1º. O filho havido pelo cônjuge fora do matrimônio pode, depois do desquite, ser reconhecido ou demandar que se declare sua filiação”.

Dr. Assis, então, desquitou da Sra. Maria Henriqueta e fez Getúlio Vargas assinar novo decreto determinando a alteração ao Decreto-lei 5213 de 21 de janeiro de 1943 que asseverava:

“Art. 1º. O art. 16 do Decreto-lei 3200, de 19 de abril de 1941, passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. “16- O filho natural, enquanto menor, ficará sob o poder do progenitor que o reconheceu e, se ambos o reconheceram, sob o do pai, salvo se o juiz entender de outro modo, no interesse do menor”.

Assim com a Lei “Terezoca” Assis Chateaubriand resolveu o seu problema familiar.

Tempos depois o jornalista Zózimo Barroso do Amaral criou o termo “patricinha” inspirado na trineta do conde Modesto Leal, a  badalada Patrícia Leal, conhecida nas baladas cariocas.

Assim os problemas familiares eram resolvidos pelo jeitinho Getúlio de ser e governar.

Comandante supremo de Valência: “ante terroristas implantados o único a fazer é aniquilá-los”

O tenente general Francisco José Gan Pampols na entrevista coletiva da imprensa promovida pela agência EFE
O tenente general Francisco José Gan Pampols
na entrevista coletiva da imprensa promovida pela agência EFE
Luis Dufaur

Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs

O tenente general Francisco José Gan Pampols, comandante supremo das Forças Armadas espanholas na estratégica região de Valencia, Espanha, sobre o Mediterrâneo declarou em roda de imprensa que diante de um “salafista” [fundamentalista sunita] “jihadista” [lutador da ‘guerra santa] “não se pode negociar”.

As atenções estão voltadas para Valência, pois em seu porto atracou a flotilha liderada pelo barco “Aquarius” levando 629 imigrantes africanos.

A flotilha do “Aquarius” está envolvida em aguda polêmica. O governo italiano de nova orientação anti-imigração lhe proibiu desembarcar sua carga humana e lhe mandou prosseguir para a França pois bate bandeira desse país.

O presidente francês Macron e seus ministros reagiram com acres críticas ao governo italiano. Mas tampouco recebem o grupo do “Aquarius” que foi reenviado para o porto de Valência.

Nessa cidade, o Cardeal Cañizares, arcebispo dela mandou todas as paroquias aprontarem suas instalações para acolherem os que estão vindo.

O Papa Francisco também se engajou em pessoa pela sorte da flotilha em que governos e populações veem mais um contingente de invasores que podem incluir dissimulados terroristas perigosos.

Imigrantes ilegais descem do 'Aquaris' e pisam Valência.
Imigrantes ilegais descem do ‘Aquaris’ e pisam Valência.

O novo governo socialista espanhol anunciou que lhes concederá estatuto de asilo (500 euros mensais mais serviços sociais gratuitos) suscitando indignação de largos setores da população espanhola.

Esses estão sendo maltratados pela crise econômica, e denunciam as máfias, políticos e ONGs que colaboram com esse tráfico indigno de seres humanos..

Voltando à entrevista do comandante em chefe de Valência, general Gan Pampols, ele acrescentou que quando esses terroristas “já estão implantados numa região o único que se pode fazer é aniquilá-los”, segundo reproduziu o jornal “La Razón” de Madri.

O general privilegia a prevenção e o controle como arma para lutar contra esse terrorismo, mas advertiu que esta guerra “vai ser longuíssima”.

Num Café da Manhã da Agência EFE no Colégio de Advogados de Valência, o máximo responsável de uma área muito visada pelo islamismo radical e pela invasão maometana, sublinhou que o “salafismo jihadista” está se espalhando de forma “globalizada”.

Para detê-lo, disse, é preciso controlar as pregações nas mesquitas, trabalhar na socialização dos indivíduos e controlar as redes e os fluxos econômicos que sustentam essa ofensiva.

A Grande Mesquita de Valência construida com muito dinheiro. Na sua página Facebook divulga posições radicais.
A Grande Mesquita de Valência construida com muito dinheiro.
Na sua página Facebook divulga posições radicais.

Aliás, nada melhor para uma boa ‘socialização’ ou encaixe dos novos chegados na sociedade espanhola que o apostolado de conversão feito pelo clero e ordens religiosas.

Mas, infelizmente, a orientação do progressismo que vem de Roma é o contrário: não converte-los, acolhe-los, dialogar e sobre tudo mantê-los ecumenicamente em seus erros e maus costumes.

Em sentido contrário, disse o general Gan: “não se pode negociar com um salafista jihadista. É impossível porque não há um elemento comum, uma zona de aproximação.

O que eles pretendem é nos subjugar ou nos eliminar” porque não partilhamos suas crenças.

Falando enquanto chefe do Quartel Geral de Intervenção Rápida da OTAN na região explicou que ”quando já estão implantados, o único que se pode fazer é aniquila-los e depois atacar suas raízes”.

O general Gan Pampols recebe à imprensa da Comunidade Valenciana.
O general Gan Pampols recebe à imprensa da Comunidade Valenciana.

“Diante de um salafista jihadista decidido a agir e armado o único que se pode fazer é abate-lo ou tentar captura-lo, mas tende certeza que se ele puder agir, agirá da forma mais dolorosa e causando o maior dano possível”, alertou.

O general Gan Pampols explicou que o fenômeno terrorista islâmico é “global”.

Está em países como Iraque, Síria ou Nigéria, mas também na Malásia, Indonésia, Paquistão e Índia.

E não só ali. Mas também em algumas zonas da América do Sul.

Sobre tudo onde há países “suscetíveis de radicalização” porque perderam os meios de subsistência e aonde o radicalismo islâmico aparece como uma fonte de ingressos.

O comandante de Valência também tratou do problema da Europa onde maometanos de “segunda e terceira geração”, que deitaram raízes no continente, sofrem “processos rápidos de radicalização”.

No Islã não existe a democracia e não há diferença entre vida pública e privada.

Por isso, para eles a única forma de governo é instalada sobre “a aniquilação do adversário”.

O general Gan Pampols assume o comando das Forças Armadas em Valência.
O general Gan Pampols assume o comando das Forças Armadas em Valência.

O general também recomendou o controle das pregações e dos processos de radicalização nos cárceres europeus.

Destacou a dificuldade de “conter praticamente” o tipo de terrorista “lobo solitário”.

Mas, destacou que esse “lobo” não está tão solitário assim.

Por trás de cada terrorista “sempre tem alguém que o radicaliza, há uma rede por trás que não se forma num só dia”.

Por fim, o comandante geral de Valência acentuou que uma das grandes “vulnerabilidades” da Europa é o baixo índice de natalidade.

Ele focou o crescimento do número de filhos de imigrantes muçulmanos, fato que poderá acarretar o engrossamento de partidos islâmicos.

Vídeo: excertos das palavras do comandante de Valência divulgados pela agência oficial EFE

Cidadãos de Valência estão alarmados pelo desembarco

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Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

Atentado deixa 20 feridos em Nova Jersey

Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas neste domingo em um atentado a tiros em um festival de artes em Trenton, capital de Nova Jersey, que também teria deixado um morto, afirmou um procurador local.

“Diversos indivíduos abriram fogo” dentro de uma instalação do festival pouco antes das 3h”, afirmou o procurador de Mercer County, Angelo Onofri, à imprensa.

Um dos criminosos, de 33 anos, foi morto e outro foi detido, disse.

Entre os feridos no evento Art All-Night Trenton está um adolescente de 13 anos em estado crítico.

Diversas armas foram apreendidas no local, afirmou Onofri.

A afiliada local da CBS disse que 22 pessoas estavam feridas e quatro estavam em estado crítico.

As autoridades ainda não apresentaram nenhuma tese sobre a motivação do atentado.

Art All-Night Trenton é um evento anual na cidade, que tem 85 mil habitantes e fica a cerca de 100 km de Nova York. O evento deveria durar 24 horas, a partir das 15h de sábado.

“É com grande pesar que anunciamos que o restando do Art All Night foi cancelado devido ao incidente trágico que aconteceu nesta madrugada”, afirmou a organização do evento pelo Facebook.

“Ainda estamos processando grande parte disso e ainda não temos muitas respostas”, afirma a nota.

Fonte: AFP

Revelação: a Irmandade Muçulmana foi criada pela Maçonaria.

Corrispondenza Romana, 07 de junho de 2018.
Tradução. Bruno Braga.
É assombroso o que foi publicado na revista World in Review: que John Coleman, ex-agente do serviço secreto britânico, definiu a Irmandade Muçulmana como uma ordem criada em segredo pela Maçonaria inglesa com a ajuda de Thomas Edward Lawrence (conhecido como Lawrence d’Arábia), Bertrand Russell, St. John Philby, E. G. Browne e Arnold Toynbee.
Os Irmãos Muçulmanos, isto é, Ikhwan al-mouslimine, eram conhecidos por Hassan al-Banna (na foto, o avô de Tariq Ramadan e Hani Ramadan), que nasceu no dia 14 de outubro de 1906, falecendo em 12 de fevereiro de 1949. Com a investigação dos arquivos foi possível descobrir como al-Banna recebeu 500 libras esterlinas da poderosa “Companhia do Canal”: segundo ele, esse dinheiro teria pertencido de direito ao povo egípcio, assim como todos os bens da Companhia. No entanto, mais tarde, passou a negar o recebimento desse apoio financeiro.
Hassan al-Banna sempre admitiu ter sido fortemente influenciado pelo pensamento do seu predecessor Jamal ad-Din al-Afghani e Muhammad Abdu, Mufti de al-Azhar, ambos grandes iniciados nas lojas maçônicas francesas e inglesas, e capazes de condicionar profundamente as opiniões no Egito da época. Ademais, os dois teriam aderido à Maçonaria, como confirmou o historiador Helmi Nimnim, seu compatriota, em uma nova biografia de Sayyid Qutb, teórico do jihad dentro da organização da Irmandade Muçulmana. Esse livro reproduz um artigo assinado por Sayyid Qutb com o título “Por que passei a ser maçom?”, publicado em 23 de abril de 1943 no diário al-Taj al-Masri (“A coroa do Egito”), editado pelos aventais. Explica ter aderido às lojas por ter encontrado nelas “um remédio para as feridas da humanidade, liguei-me a essa porta para nutrir a alma de filosofia e sabedoria. E, por fim, para ser um muyahidín, um combatente junto dos combatentes, para trabalhar ao lado daqueles que trabalham”.  
Muitos autores deixaram em evidência as semelhanças entre as cerimônias de iniciação das Irmandades, dos Irmãos Muçulmanos e da Maçonaria. Na época, as lojas egípcias estavam diretamente controladas pelo serviço secreto britânico. O rei Farouk era membro das lojas.  
Coleman, que permitiu no passado levantar o véu do segredo e do mistério sobre numerosos casos de manipulação e interferência, organizados por forças ocultas e pelo escritório mundialista [globalista] (do Clube de Roma, Fundação Giorgio Cini, Forbes Global 2000, Colóquio Interreligioso de Paz ao Instituto Tavistock), tornou conhecidos esses detalhes, certamente não indiferentes.

Cardeal Mindszenty continua abençoando a Hungria

Luis Dufaur

Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs

Herói da resistência anticomunista, o Cardeal József Mindszenty foi Arcebispo-Príncipe de Esztergom e Primaz da Hungria. Mesmo preso pelo regime comunista, cruelmente torturado e obrigado a ausentar-se de seu povo, jamais dobrou os joelhos diante da tirania vermelha.

Hoje em dia, quando a Hungria vem sendo perseguida por órgãos internacionais pelo fato de ter adotado uma Constituição contrária ao comunismo, ao aborto e ao “casamento” homossexual e ter rememorado as glórias de seu passado cristão, a figura do Cardeal Mindszenty paira sobre a nação como uma bênção e uma inspiração.

Até à Hungria chegam as sibilinas propostas do novo amo do Kremlin que sonha com restaurar a hegemonia da velha URSS que tanto fez derramar lágrimas de sangre ao augusto e virtuoso cardeal.

Pelo sul chegam colunas de invasores islâmicos que em séculos passados devastou a Hungria mas nunca conseguiram lhe tirar a Fé.

E, ó horror!, desde o Vaticano prossegue a Ostpolitik que quer entregar a Igreja ao comunismo, como ele próprio confidenciou inúmeras vezes.

A lembrança e a intercessão desde o Céu desse imortal Purpurado — nascido em Csehimindsent (Áustria-Hungria), em 29 de março de 1892, e falecido em Viena (Áustria), em 6 de maio de 1975 —, mantém viva a alma da gloriosa nação magiar.

Em sua honra, reproduzimos trecho de artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, publicado na “Folha de S. Paulo” em 10-2-1974, sob o título: A glória, a alegria, a honra…

“O bom pastor dá a vida por suas ovelhas” (S. João 10,11).

Nestes tristes dias, marcados por sua destituição [por Paulo VI] do Arcebispado de Esztergon, o Cardeal Mindszenty mais uma vez deu provas de que é um bom pastor, representante genuíno e íntegro do Bom Pastor por excelência.

Para lutar contra o comunismo, que reduziu à miséria espiritual e material as suas ovelhas, o Purpurado magiar acaba de sofrer o último sacrifício. E talvez o mais doloroso.

Comemora-se neste ano [1974] o 25º aniversário de sua encarceração pelos comunistas.

Ficou célebre a fotografia que o mostra no banco dos réus com olhar aterrado mas inquebrantável na resolução de cumprir até o fim seu dever.

O mundo inteiro viu essa fotografia, e estremeceu de horror e de admiração. Veio depois o rápido intermezzo da sublevação anticomunista.

E começou então para Mons. Mindszenty o longo cativeiro na embaixada norte-americana.

Cativeiro no qual — ó mistério! — lhe era vedado o contato até com os habitantes do edifício.

Mas, como coluna solitária no meio das ruínas de sua pátria, Mons. Mindszenty permanecia de pé, continuando na sua conduta as grandezas religiosas e nacionais do reino de Santo Estêvão, e preparando, por seu exemplo, a ressurreição de seu povo”.

Encontrados 800kg de cocaína no Porto de Santos

As autoridades brasileiras encontraram nesta sexta-feira (16) mais de 800 quilos de cocaína no Porto de Santos, escondidos entre suco e sacas de amendoim a bordo de dois navios que deveriam zarpar para Holanda e Bélgica.

O maior carregamento, de 612 quilos, foi encontrado em um contêiner carregado com tambores metálicos de suco de laranja que deveria partir para Roterdã. Em cinco tambores não havia suco, e sim uma substância que parecia ser cocaína, informou a Alfândega.

Por volta da meia-noite de quinta-feira, foram encontrados 216 quilos de cocaína em um contêiner com amendoim procedente de Zárate, Argentina, com destino à Bélgica e que mostrava sinais de violação.

A droga estava em seis bolsas escondidas entre as sacas.

A maior apreensão de cocaína no Porto de Santos ocorreu em março passado, quando as autoridades encontraram duas toneladas da droga.

Informações: Agence France-Presse