Espanha: muçulmanos fazem campanha para transformar a Catedral Católica de Córdoba em “Espaço de Adoração Compartilhada”


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Na ideologia islâmica, todo o pedaço de terra, seja uma cidade, um estado, ou um país, que tiver sido governado pelo islão/sharia é muçulmano para sempre. Por isso a comoção total contra Israel. Por isso, o sonho de conquistarem a Espanha e Portugal. 

A luta pela posse da Catedral de Córdoba é apenas um capítulo nesta guerra eterna.

Um grupo de muçulmanos faz campanha para transformar a Catedral Católica em Córdoba, na Espanha, em um “Espaço de Adoração Compartilhada.” Esta reivindicação decorre do fato de que o prédio serviu como uma mesquita do século 8 ao 13.

O mais surpreendente é que esta reinvindicação tem sido apoiadas pelas autoridades locais.

Contudo, existia uma igreja no mesmo local, a Basília de São Vicente de Léris. No século 8, quando da conquista militar da Espanha pelos muçulmanos, e sua consequente ocupação, a basílica foi demolida (em 758), e no seu lugar a mesquita foi construida.

No ano de 1236, Córdoba foi reconquistada e o prédio, ao invés de ter sido demolido, foi simplesmente convertido em uma catedral católica, sendo “cristianizada”. Uma nave renascentista foi adicionada no centro do prédio, local onde as missas são celebradas até os dias de hoje.

Desde 2000, a população muçulmana de Córdoba solicita ao governo local, pedindo que o local seja transformado em um “espaço de adoração compartilhado”.

Em 2010, uma briga estourou entre guardas de segurança e turistas muçulmanos quando os visitantes começaram uma roda de orações islâmicas dentro da Igreja, o que está proibida pelas regras da catedral.

Em 2013, um grupo chamado Plataforma para a Mesquita-Catedral de Córdoba entregou uma petição de 35 mil assinaturas ao governo, pedindo que o edifício fosse recuperado.

Em 2014, a UNESCO, polêmica, começou oficialmente a chamar o prédio de “A Grande Mesquita de Córdoba.” (Lembre-se, a UNESCO é controlada por países islâmicos e nega que Jerusalém tem importância para judeus e cristãos, apenas para os muçulmanos)

O bispo de Córdoba, Demetrio Fernandez Gonzalez, disse ao Wall Street Journal que, muito embora ele considere ser imposível que o governo local confisque a catedral, ele já havia garantido o apoio do Papa em caso de uma batalha legal.

Se for para tranformar a Catedral de Córdoba em um “Espaço de Adoração Compartilhada”, o mesmo deveria acontecer com a Catedral de Hagia Sofia, em Istanbul.

Esta polêmica deve-se ao fato de Córdoba ter sido o centro da Espanha islâmica, e esta ter sido a principal mesquita. Com o revivamento islâmico, os muçulmanos voltam a sonhar na reconquista da reconquista, ou seja, tornar a Espanha (e Portugal) em colônias islâmicas novamente. Por exemplo, um artigo no AsiaNews em 2004  relata que um importante muçulmano espanhol, Abderrahman Muhammad Manan, escreveu que a antiga mesquita deveria ser libertada e que “nós, muçulmanos, não podemos ficar atrasados, dizendo que o islão não é composto de pedras ou monumentos. Fazer isso é não dar conta de quais são as coisas nas suas essências e, na sua essência, Alhama é o Islã em nossa terra, como é Al-Andalus, Andaluzia, é a lembrança de uma colonização, de um genocídio, de uma expulsão“. É claro que ele se refere a Reconquista como um genocídio, mas ele se cala sobre a invasão islâmica e da consequente ocupação da Península Ibérica.

(Leia sobre o mito do paraíso Andalus no artigo A verdade sobre Al-Andaluz e Córdoba: cristãos e judeus sob opressão, jihad e escravidão, inclusive a sexual.

Um outro exemplo do desejo islâmico de tornar a Espanha (e Portugal) islâmica vem de vídeos do Estado islâmico. Um deles diz “Vamos recuperar al-Andalus, a vontade de Alá. Oh, querida Andalus! Você pensou que nos esquecemos de você. Juro por Alá que nunca nos esquecemos de você. Nenhum muçulmano pode esquecer Córdoba, Toledo ou Xàtiva. Há muitos muçulmanos fiéis e sinceros que juram que irão voltar para al-Andalus.” (Jihadwatch)

“Apoio da Andalus significa que quando nós formos para a Espanha não será difícil tomá-la de volta”

Em um vídeo de 11 de junho de 2017, o estudioso islâmico egípcio xeique Ayman Khamis diz que “Al-Andalus é exatamente como a Palestina. Nunca nos esqueceremos das nossas terras. Dizemos ao Ocidente: nunca esqueceremos nossas terras. Devemos tomá-las de volta porque são terras ocupadas. Al-Andalus é ocupado pelos espanhóis, assim como a Palestina é ocupada pelos judeus, e devemos retomá-la, se Alá quiser.” (MEMRI)

https://youtu.be/Abij3fyGYZc OK

Não tenham dúvida que eles irão tentar, basta terem um número suficiente de muçulmanos desejosos de lutar pela causa de Alá. Veja o exemplo das Filipinas. Um número pequeno já é o suficiente para causar confusão. Mas no caso da Catedral de Córdoba, eles têm a UNESCO e a Esquerda pró-islâmica do seu lado. E, claro, o crescimento demográfico pois a população muçulmana na Espanha cresceu 800% entre 2001 e 2014.

Enquanto isso, igrejas vem sendo destruídas ou convertidas em mesquitas no Iraque e Síria pela jihad islâmica (MCN) sem qualquer tipo de comoção.

Referências

UNESCO, controlada por islamistas, nega história judáica e cristã em Jerusalém e arredores

A verdade sobre Al-Andaluz e Córdoba: cristãos e judeus sob opressão, jihad e escravidão, inclusive a sexual.

Muslims divided over request for use of Cathedral, AsiaNews, 2004

Armstrong, Ian (2013). Spain and Portugal. Avalon Travel Publishing. ISBN 9781612370316.

Islamic State desecrated 45 churches in Mosul, says Christian aid organization, MCN, 2014

Islam in Spain: 800% population increase in mere 13 years, Muslim Statistics, 2014.

Soeren Kern (2014), Islamic State: “We Will Take Spain Back”, Gatestone Institute

Amenaza yihadista en castellano (2014), Noticias Quatro.

Eric Calderwood (2015), The Reconquista of the Mosque of Córdoba, Foreign Policy.

Hugh Fitzgerald (2017), The Once and Future Al-Andalus, Jihadwatch

Benedict Spence (2017), Muslim Groups Campaign to Turn Catholic Cathedral in Spain Into ‘Shared Worship Space’, Heatstreet.